Promotoria francesa mantém pedido de prisão para Carlos Ghosn e ex-ministra da Justiça
A Promotoria Nacional Financeira da França solicitou, nesta segunda-feira (28), uma pena de prisão de quatro anos para o brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da Renault-Nissan, que está sendo julgado por corrupção, de acordo com informações da AFP.

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São Paulo A Promotoria Nacional Financeira da França solicitou, nesta segunda-feira (28), uma pena de prisão de quatro anos para o brasileiro Carlos Ghosn , ex-presidente da Renault-Nissan, que está sendo julgado por corrupção, de acordo com informações da AFP.

Ghosn, fugiu da Justiça e está atualmente refugiado no Líbano , país de sua origem familiar, mesmo assim a justiça francesa solicitou que a ordem de prisão fosse mantida em vigor, segundo a agência de notícias.
Rachida Dati, ex-ministra da Justiça francesa, também é acusada de corrupção relacionada a seus laços com Ghosn. De acordo com a agência, a Promotoria solicitou para ela uma pena de prisão de quatro anos. Dois desses anos seriam cumpridos em regime de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
A Promotoria também solicitou a proibição de Dati de ocupar cargos públicos e de se candidatar a eleições por cinco anos, segundo a AFP.

Caso o tribunal acate o pedido quando divulgar sua decisão, daqui a alguns meses, Dati perderá o cargo de prefeita do 7º distrito de Paris. Também estaria impedida de retornar ao Judiciário, ao qual foi reintegrada recentemente e onde aguarda designação.
Segundo a acusação, os 900 mil euros (R$ 5,3 milhões) que Dati recebeu como advogada de uma subsidiária da Renault-Nissan na Holanda eram, na verdade, um pagamento pelo seu trabalho de defesa dos interesses do grupo automotivo no Parlamento Europeu, algo proibido por sua condição de deputada, de acordo com a AFP. Dati nega as acusações e afirma que apenas trabalhou como advogada para a aliança Renault-Nissan.
No entanto, desse trabalho para uma empresa que contava com 200 pessoas em seu departamento jurídico, "não existe praticamente nenhum vestígio que permita comprovar os serviços que Rachida Dati afirma ter prestado", apontou o promotor Julien Augereau a AFP. "Nem anotações, nem e-mails, nem relatórios, nem reuniões", disse.

De acordo com a agência, para a Promotoria, "a cronologia do caso permite afirmar, sem sombra de dúvida, que [Rachida] Dati buscou, desde sua eleição para o Parlamento Europeu e desde que deixou o governo, valorizar sua capacidade de acesso aos responsáveis por tomadas de decisões".

Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/promotoria-francesa-mantem-pedido-de-prisao-para-carlos-ghosn-e-ex-ministra-da-justica.shtml.

A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, e o ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn. O julgamento dos dois por suposta corrupção começou em 16 de setembro na cidade de Paris - Julien de Rosa/AFP · Julien de Rosa/AFP — Foto: UOL
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