Projeto parado no Congresso proíbe uso de relatórios de inteligência em investigações criminais
Caso tivesse sido aprovado, texto no Senado vetaria uso de relatório da PF por Moraes contra Mendonça

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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O projeto que regulamenta a atividade de inteligência no Brasil, parado desde julho no Senado , proíbe o uso de relatórios de inteligência em processos criminais.
Se o texto já estivesse em vigor, o relatório da PF ( Polícia Federal ) usado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes contra o colega André Mendonça não poderia estar no inquérito.

O relatório do senador Nelsinho Trad ( PSD -MS) está pronto para o plenário, mas não é pautado. Ele veda "aos órgãos de inteligência a execução de diligências probatórias para fins de persecução penal".
Na justificativa do projeto, o senador afirmou que, enquanto a inteligência tem o objetivo de reunir dados para assessoramento de processos decisórios, a investigação busca identificar autoria e materialidade de crimes para instruir inquéritos.
"Ainda que usem métodos semelhantes, os objetivos da atividade de inteligência e da investigação criminal são completamente distintos", diz o texto.

O uso de relatórios de inteligência pela PF tem irritado os servidores da área, entre eles, os da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Eles afirmam que há uma disputa por espaço e que a inteligência deve ser usada em casos bastante específicos e estratégicos, como ameaças externas, extremismo violento e sabotagem.
A avaliação é que o trabalho da inteligência foi banalizado e que relatórios como o elaborado pela PF deveriam ser totalmente sigilosos, sem possibilidade de uso em investigações para produzir provas ou investigar pessoas.

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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/09/projeto-parado-no-congresso-proibe-uso-de-relatorios-de-inteligencia-em-investigacoes-criminais.shtml.

O delegado geral da Abin Luiz Fernando Corrêa, chega ao Senado para reunião fechada - Gabriela Biló - 25.out.23/Folhapress · Gabriela Biló - 25.out.23/Folhapress — Foto: UOL
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