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    Produtores do RS relatam falta de diesel e temem impacto no plantio

    Produtores rurais do Rio Grande do Sul alertam ao governo que começam a ter dificuldades para encontrar diesel , repetindo uma crise enfrentada logo no início da guerra no Irã . A escassez, dizem, pode afetar o plantio das safras de arroz e soja no estado. Leia mais (09/15/2026 - 19h00)

    Folha de S.Paulo
    15 de setembro de 2026 às 22:00
    Produtores do RS relatam falta de diesel e temem impacto no plantio
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    Rio de Janeiro Produtores rurais do Rio Grande do Sul alertam ao governo que começam a ter dificuldades para encontrar diesel , repetindo uma crise enfrentada logo no início da guerra no Irã . A escassez, dizem, pode afetar o plantio das safras de arroz e soja no estado.

    Refinaria da Petrobras em Canoas (RS): produtores gaúchos dizem que diesel que ainda existe ficou mais caro. - Diego Vara/Reuters · Diego Vara/Reuters
    Refinaria da Petrobras em Canoas (RS): produtores gaúchos dizem que diesel que ainda existe ficou mais caro. - Diego Vara/Reuters · Diego Vara/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O diesel que eu precisava comprar hoje, eu não consegui", conta o produtor Fernando Rechsteiner, de Pelotas (RS), que é um dos diretores da Farsul (Federação dos Agricultores do Rio Grande do Sul). "O fornecedor disse que não tinha o S-500 [mais poluente e barato] e o S-10 já estava R$ 6,90 por litro".

    Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo , Gás e Biocombustíveis), o cenário não caracteriza desabastecimento até o momento.

    Rechsteiner, como outros produtores da região, está iniciando o plantio de arroz e preparando o solo para a soja, plantada em outubro. Eles estão preocupados porque o El Niño tende a ampliar as chuvas no estado, reduzindo a janela para o plantio.

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    A Farsul enviou ofícios à ANP e ao MME (Ministério de Minas e Energia). Seu presidente, Domingos Antônio Velho Lopes, diz que ouviu promessa de reforço no suprimento ao estado.

    "Desde a semana passada, começamos a ter relatos no interior, de diversas regiões e diversas culturas, de incremento de preços no diesel", diz ele. "Nos últimos dias, além da alta de preços, pedidos começaram a ser negados pelos fornecedores."

    A ANP confirmou o contato dos produtores gaúchos, mas disse que informações obtidas com Petrobras e distribuidores indicam que "as entregas dos volumes contratados seguem ocorrendo normalmente".

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    O mercado de combustíveis diz que o problema ainda é pontual, mas que a situação do abastecimento voltou a ficar preocupante com o recrudescimento das guerras no Irã e na Ucrânia —que passou a atacar refinarias russas, interrompendo fluxos que abasteciam o Brasil.

    Neste momento, segundo executivos do setor, a escassez afeta principalmente clientes do mercado de curto prazo, que não têm contratos com grandes distribuidoras ou com a Petrobras . Em geral, compram de empresas conhecidas como TRR (transportador e revendedor retalhista).

    Esse mercado está mais exposto a importações de empresas privadas, hoje menos rentáveis diante da elevada defasagem dos preços da Petrobras em relação às cotações internacionais do combustível.

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    Na abertura do mercado desta terça-feira (15), o preço de venda do diesel nas refinarias da estatal estava abaixo da metade da paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). É uma diferença de R$ 3,49 por litro.

    A estatal não mexe no preço do combustível desde o início de junho, quando promoveu um corte acompanhando as expectativas de fim do conflito. Nas últimas semanas, porém, a guerra se intensificou e o petróleo voltou a operar acima dos US$ 100 por barril .

    O mercado entende que as compras para o mês de setembro garantem o consumo, mas está preocupado com outubro. Segundo a Abicom, o volume já contratado para o mês representa apenas 10% das necessidades de importações do país.

    O mercado todo aguarda a regulamentação da nova subvenção ao diesel , de R$ 1 por litro, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) na semana passada, para avaliar a viabilidade de importações.

    Em nota, a Petrobras destacou que o mercado brasileiro é atendido por diversos agentes e que suas entregas de diesel seguem conforme o planejado e de acordo com seus compromissos comerciais, entregando todo o volume contratado.

    Disse ainda que "acompanha de forma integrada o cenário de oferta e demanda de combustíveis". "Para setembro e outubro, está prevista a importação de diesel em volumes compatíveis com a demanda, considerando a sazonalidade típica do período", afirmou.

    A ANP afirmou que mantém acompanhamento do mercado nacional e que não há quadro de desabastecimento em nenhuma região do país. "Os níveis de estoque variam naturalmente entre regiões e ao longo do tempo, em razão da dinâmica de produção, movimentação e consumo", afirmou.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/agro/2026/09/produtores-do-rs-relatam-falta-de-diesel-e-temem-impacto-no-plantio.shtml.

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    Refinaria da Petrobras em Canoas (RS): produtores gaúchos dizem que diesel que ainda existe ficou mais caro. - Diego Vara/Reuters · Diego Vara/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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