Produtora de 'Dark Horse' pede a Mendonça que suspenda investigação em SP e leve caso ao STF
Advogados afirmam que apuração local trata do financiamento do filme sobre Bolsonaro, que está em investigação no Supremo

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A defesa de Karina Gama, dona da produtora do filme "Dark Horse" , pediu nesta quarta-feira (26) ao ministro André Mendonça , do STF (Supremo Tribunal Federal), que leve à corte o caso que envolve a empresa dela, a Go Up Entertainment, investigado hoje pela Polícia Civil de São Paulo. Os advogados também pediram a suspensão do inquérito local.

De acordo com a equipe jurídica, o processo inclui diversas reportagens conectando as supostas irregularidades ao escândalo do Banco Master e os recursos enviados à produção do longa. Dessa forma, sustentam que o Supremo é o órgão que deveria conduzir o caso.
"Na realidade, a investigação de primeiro grau tem como verdadeiro objeto: a aplicação de recursos financeiros por parte do banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse. Conforme será demonstrado na sequência, tal objeto atrai a competência absoluta desse Supremo Tribunal Federal. E isso pois, em verdade, tais fatos já estão sendo apurados no âmbito dos presentes autos, de relatoria do Exmo. Min. André Mendonça", diz a defesa de Karina.
O longa-metragem está no centro do desgaste da candidatura do senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) à Presidência da República, depois de áudios em que ele pede R$ 61 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro , dono do Banco Master , para finalizar a obra.

Os advogados da produtora relatam que o próprio delegado responsável pelo caso em São Paulo faz referência à investigação sobre "Dark Horse".
"O delegado foi categórico em afirmar que investigar a origem e a aplicação dos recursos financeiros para a produção do filme 'Dark Horse' é um dos objetivos do inquérito, tanto que usou essa tese para fundamentar o pedido de medida cautelar de obtenção de Relatório de Inteligência Financeira", afirmam.
A operação da Polícia Civil foi deflagrada em junho em endereços ligados à produtora e em uma secretaria da Prefeitura de São Paulo, como parte de um inquérito que apura se houve irregularidades e desvios de um contrato municipal e se os recursos foram para a equipe do longa-metragem.

A suspeita é de que os recursos tenham sido desviados de um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a gestão Ricardo Nunes ( MDB ) e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Ferreira da Gama. O contrato previa fornecimento de wi-fi gratuito a comunidades carentes.
Mas a defesa de Karina Gama afirma que a apuração vai além da questão do contrato de internet, inclusive diante da atenção da imprensa à investigação local.
"A investigação de primeiro grau versa sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', inclusive mencionando aportes financeiros e fluxos de capital que envolvem diretamente as figuras de Daniel Vorcaro e do Banco Master. Não é por outra razão que a investigação de primeiro grau ora discutida foi amplamente divulgada pela mídia como sendo uma investigação sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', o que envolvia temas como Daniel Vorcaro e Banco Master", diz.

Na segunda (24), o ministro Flávio Dino autorizou a PF ( Polícia Federal ) a acessar as provas coletadas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme que retrata a história do ex-presidente Jair Bolsonaro .
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/produtora-de-dark-horse-pede-a-mendonca-que-suspenda-investigacao-em-sp-e-leve-caso-ao-stf.shtml.

Detalhe do cartaz de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel - Divulgação · Divulgação — Foto: UOL
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