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    Produção de maçã avança, e Brasil ganha mercado externo

    Há algumas décadas, ao comprar uma maçã, o consumidor provavelmente estaria levando para casa uma fruta importada. Hoje, o Brasil já produz 1,6 milhão de toneladas por safra, um volume recorde e que vem aumentando, segundo a ABPM (Associação Brasileira de Produtores de Maçã). Leia mais (10/14/2026 - 19h30)

    Folha de S.Paulo
    14 de outubro de 2026 às 22:30
    Produção de maçã avança, e Brasil ganha mercado externo
    Maçãs à venda em supermercado de Marília, no interior de São Paulo — Foto: Folha de S.Paulo

    A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP

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    Maçãs à venda em supermercado de Marília, no interior de São Paulo - Alf Ribeiro - 23.mar.24/Folhapress · Alf Ribeiro - 23.mar.24/Folhapress
    Maçãs à venda em supermercado de Marília, no interior de São Paulo - Alf Ribeiro - 23.mar.24/Folhapress · Alf Ribeiro - 23.mar.24/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Há algumas décadas, ao comprar uma maçã, o consumidor provavelmente estaria levando para casa uma fruta importada. Hoje, o Brasil já produz 1,6 milhão de toneladas por safra, um volume recorde e que vem aumentando, segundo a ABPM (Associação Brasileira de Produtores de Maçã).

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    Antes importador, o país já coloca a sua maçã em pelo menos 93 mercados, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Desses países, pelo menos cinco são muito importantes: Índia, que comprou 18 mil toneladas neste ano, Arábia Saudita, Rússia, Portugal e Irlanda.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As exportações de maçã de janeiro a setembro —elas ocorrem com maior intensidade no primeiro semestre— somam 49 mil toneladas, 274% a mais do que as do ano passado. A produção desta safra superou em 88% a média das duas anteriores, e o recorde de produção, até então, havia sido em 2017, quando o setor obteve 1,3 milhão de toneladas.

    A meta era comercializar pelo menos 100 mil toneladas no exterior, mas os conflitos geopolíticos, principalmente o do Oriente Médio , importante mercado para o Brasil, prejudicaram as vendas. As importações deste ano somam 84 mil toneladas, 41% a menos do que as de 2025, segundo a Secex.

    Santa Catarina e Rio Grande do Sul são responsáveis por 90% da produção de maçã, segundo a associação do setor. Na próxima quarta-feira (21), o setor comemora o Dia Internacional da Maçã. Com a chegada da primavera, as macieiras entraram em floração e cobrem de branco e rosa as áreas das principais regiões produtoras.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A safra 2026/27 também promete ser boa, embora muita coisa ainda possa interferir no desempenho da colheita, segundo o diretor-executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque. O inverno foi de ótima qualidade, e a florada, abundante, o que traz uma perspectiva positiva, afirma ele. A colheita das variedades Gala e Fuji deve ocorrer no começo de 2027.

    O setor se movimenta de várias maneiras para elevar a produção e garantir qualidade à fruta. A Rasip Agro, uma das pioneiras nessa atividade na década de 1970, está levando 350 milhões de abelhas aos pomares para a polinização da safra 2026/27. A operação, que envolveu 27 fornecedores, vai reunir 6.400 colmeias em 1.385 hectares. Neste ano, o número de colmeias aumentou em 17% em relação ao da safra anterior.

    Para Celso Zancan, diretor da Rasip Agro, a polinização é uma etapa essencial para o potencial produtivo e para a qualidade, e essas colmeias asseguram uma polinização eficiente durante o período de florada. Para Albuquerque, tecnologia de ponta, conhecimento técnico e capacidade de produzir frutos de qualidade levam o setor a esses resultados recordes.

    Segundo a associação, a supersafra ampliou a disponibilidade da fruta no mercado nacional e contribuiu para a redução dos preços ao consumidor, tornando a maçã brasileira ainda mais acessível às famílias. A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) confirma essa queda. De janeiro a setembro, a maçã ficou 16% mais barata nos supermercados e feiras de São Paulo.

    Diante desse avanço de produção, os exportadores buscam novos mercados para o produto brasileiro. México e Malásia estão no radar.

    França A cada novo levantamento de rendimento de grãos na Europa, os números se mostram ainda piores. A produtividade do milho, devido às ondas de calor e à seca persistente, foi revisada para 6,3 toneladas por hectare.

    França 2 Produtividade e área de plantio menor vão derrubar a safra francesa para 7,3 milhões de toneladas, metade da de 2025. A área semeada foi 28% menor, e a produtividade caiu 27%. Com isso, o país deverá elevar as importações do cereal para 800 mil toneladas na safra 2026/27.

    França 3 O Ministério da Agricultura francês também estima queda de 11% na produção de cevada, que recua para 10,6 milhões de toneladas. A soja e o girassol caem 30%, e a produção de batata diminui 22%. A colheita de beterraba-sacarina poderá ser de apenas 25,3 milhões de toneladas, a menor desde 1980.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/2026/10/producao-de-maca-avanca-e-brasil-ganha-mercado-externo.shtml.

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    Maçãs à venda em supermercado de Marília, no interior de São Paulo - Alf Ribeiro - 23.mar.24/Folhapress · Alf Ribeiro - 23.mar.24/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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