Procurado por agiotagem, golpista foi solto sem pagar fiança de R$ 151 mil
O golpista havia sido preso por um esquema de fraudes no sistema do Detran-DF; agora é investigado por agiotagem e procurado pela polícia

Alvo de operação policial contra esquema de agiotagem e procurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) , Leonardo Alves de Oliveira Júnior ( foto em destaque ) chegou a ser preso por fraude no sistema do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) em novembro de 2025 durante a Operação Backdoor. No entanto, foi solto após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder a soltura e dispensar o pagamento de fiança de 100 salários mínimos, equivalente a R$ 151,8 mil.
Em 2025, Leonardo foi investigado por suposta participação em um esquema de fraudes no sistema do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e de revenda ilegal de veículos. Agora, ele é alvo da Operação Rota, que apura suspeitas de agiotagem e cobrança de dívidas mediante ameaças e violência .
A Operação Rota foi deflagrada nessa segunda-feira (21/9) pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), responsável também pelas investigações da Operação Backdoor, realizada em novembro de 2025.

No pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, os advogados alegaram, entre outros pontos, a ausência dos requisitos necessários para a manutenção da prisão preventiva.
Em dezembro de 2025, o desembargador relator concedeu parcialmente a liminar e revogou a prisão preventiva, mas condicionou a soltura ao pagamento de fiança de R$ 151,8 mil, equivalente a 100 salários mínimos , além do cumprimento de outras medidas cautelares.
Entre as medidas determinadas estavam a obrigação de manter o endereço atualizado perante a Justiça, atender às comunicações oficiais, não deixar o Distrito Federal por mais de 10 dias sem comunicação prévia e comparecer aos atos processuais.

A defesa pediu a reconsideração do valor da fiança e alegou que a quantia era incompatível com a situação financeira do investigado. Segundo os advogados, Leonardo tinha emprego de baixa remuneração, era pai de uma criança de quatro anos e a esposa estava grávida .
A nova operação da PCDF cumpriu sete mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva contra integrantes de um grupo suspeito de agiotagem e de cobrança violenta de dívidas. O grupo teria atuação em Planaltina (DF), Formosa (GO), Goiânia (GO), Formoso (MG) e Buritis (MG).
Segundo as investigações, os suspeitos concediam empréstimos com juros superiores a 20%. Quando os devedores não conseguiam quitar os valores, o grupo recorreria a ameaças e ao uso de armas de fogo para realizar as cobranças.

Algumas vítimas teriam perdido bens pessoais e estabelecimentos comerciais em razão das dívidas. Em um dos casos, os investigados teriam tomado uma estética automotiva, além de veículos, motocicletas e outros pertences da vítima, como forma de garantir o pagamento.
A investigação começou a partir de elementos obtidos durante a Operação Backdoor, realizada em 2025. A perícia em um celular apreendido naquela investigação revelou indícios da existência de outro grupo estruturado, dedicado à concessão habitual de empréstimos a juros elevados e à cobrança sistemática de devedores.
A Operação Backdoor foi deflagrada em 2025 pela 16ª DP para investigar uma organização criminosa suspeita de fraudes no sistema do Detran-DF e de revenda ilegal de veículos.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra três suspeitos em Planaltina (DF), Vicente Pires, Jardim Botânico, Planaltina (GO) e Formosa (GO).
As diligências resultaram na apreensão de cinco veículos, entre eles dois BMWs e um Porsche, além de bolsas de luxo e outros bens de alto valor que, segundo a investigação, seriam utilizados para lavar dinheiro proveniente das fraudes.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/procurado-por-agiotagem-golpista-foi-solto-sem-pagar-fianca-de-r-151-mil.

Reprodução / PCDF — Foto: Metrópoles
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