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    "Privatização da Sabesp precisa ser investigada", diz Alckmin com Haddad

    O vice-presidente da República disse, nesta terça-feira (22/9), que a companhia privatizada está entre os problemas da gestão Tarcísio

    Metrópoles
    23 de setembro de 2026 às 00:52
    "Privatização da Sabesp precisa ser investigada", diz Alckmin com Haddad
    Foto: Metrópoles

    O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB) , disse nesta terça-feira (22/9) que a privatização da Sabesp em São Paulo “precisa ser investigada” . “Como é que pode a empresa das mais valiosa do mundo ter um comprador, um? Não é possível”, afirmou.

    A fala ocorreu durante um comício com representantes de movimentos sociais e culturais, no Espaço Cultural Elza Soares, no bairro Campos Elíseos, localizado na região central da capital paulista.

    Privatizada na gestão Tarcísio, a companhia de saneamento básico teve salto de lucro e aumento de reclamações de clientes , além de acidentes . Em julho de 2024, o Grupo Equatorial investiu em 15% da empresa por cerca de R$ 6,9 bilhões.

    Rebeca Ligabue/Metrópoles
    Rebeca Ligabue/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Nós estamos de marcha ré. Piorou a segurança, piorou a educação, piorou a corrupção, os desvios da Fazenda”, destacou Alckmin ao citar a sabatina de Fernando Haddad (PT) , candidato ao governo de São Paulo, na Record TV após Tarcísio faltar ao compromisso que seria um debate eleitoral , nessa segunda (21/9).

    Na ocasião, Alckmin também mencionou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta terça (22/9) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e defendeu a paz, assim como acordos internacionais.

    O vice-presidente do país apontou que, de março a agosto deste ano, as exportações para a União Europeia aumentaram 26% em comparação ao ano passado. “ Mesmo com o tarifaço americano, nós estamos batendo o recorde de exportação, porque abrimos mercado aí para o mundo inteiro. Está se trabalhando Mercosul-Canadá, Mercosul-Japão, ampliando a lista de preferência tarifária com a Índia e com o México”, detalhou.

    Geraldo Alckmin e Fernando Haddad - Metrópoles
    Geraldo Alckmin e Fernando Haddad - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Também destacou que, neste governo federal, caíram a inflação, o desmatamento e o desemprego no Brasil. Ao citar a família Bolsonaro, o ex-governador de São Paulo opinou que “quem não acredita na democracia e no julgamento popular não deveria disputar a eleição”, em referência a Flávio Bolsonaro (PL) , atualmente o principal adversário de Lula na corrida presidencial.

    Alckmin apontou ainda que o Banco Master foi criado e cresceu no governo Bolsonaro . “Foi no governo Lula que o banco foi fechado e o seu Daniel Vorcaro está preso”, afirmou. Disse ainda que o presidente Lula “vai agir firme” contra as bets.

    Geraldo Alckmin, vice-presidente da República durante comício em São Paulo

    “Privatização da Sabesp precisa ser investigada”, diz Alckmin com Haddad - destaque galeria
    “Privatização da Sabesp precisa ser investigada”, diz Alckmin com Haddad - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Marina Silva

    Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo

    No evento desta terça, Haddad classificou a extrema direita como uma “patologia política” . “Vai se consumir, é destrutiva”, avaliou.

    Geraldo Alckmin, vice-presidente da República durante comício em São Paulo
    Geraldo Alckmin, vice-presidente da República durante comício em São Paulo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Haddad também pediu apoio dos participantes dos movimentos sociais para ir às ruas nos próximos 12 dias, até o primeiro turno das eleições, com o objetivo de virar voto. “Vamos afastar o retrocesso, o reacionarismo, sobretudo aqui em São Paulo com as elites”, disse.

    No ato, Marina Silva (Rede) , candidata ao Senado, discursou em prol da soberania brasileira. Ela defendeu o enfrentamento em relação às big techs.

    “Esse mundo sem lei que é o mundo digital”, definiu. “Precisamos sair da dependência do uso de combustível fóssil, que é a razão do aquecimento do nosso planeta”, acrescentou Marina.

    Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Marina Silva
    Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Marina Silva — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A candidata também recomendou a intensificação da campanha eleitoral nesta reta final. ”Daqui para a frente a gente não pode baixar a guarda um minuto. Devemos nos declarar em estado permanente de campanha”, disparou.

    Marina finalizou dizendo que a população paulista não tem “nenhum motivo” para votar nos adversários dela e de Simone Tebet (PSB) . Citou nominalmente os candidatos Guilherme Derrite (PP) , Ricardo Salles (Novo) e André do Prado (PL) .

    “Eles tiveram oportunidade e não cuidaram das mulheres paulistas. É triste eles falarem que o problema da violência contra as mulheres está resolvido”, lamentou Marina. “Vamos votar nelas e não neles.”

    Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo
    Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

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    Geraldo Alckmin e Fernando Haddad
    Geraldo Alckmin e Fernando Haddad — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Geraldo Alckmin em São Paulo
    Geraldo Alckmin em São Paulo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/privatizacao-sabesp-alckmin.

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