Priscilla Alcântara se afasta do gospel e busca o pop dos anos 2000 em novo disco
Aos 30 anos, a cantora Priscilla Alcântara , conhecida no meio gospel, decidiu mudar a direção. Ela passou a conduzir sua carreira de forma independente, em um movimento que, diz, nasceu da vontade de recuperar o controle sobre o próprio tempo. O resultado é "Eco", um álbum de dez faixas construído ao longo de três anos, com uma sonoridade marcada pela melancolia e por referências ao pop dos anos 2000. Leia mais (09/05/2026 - 10h00)

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Aos 30 anos, a cantora Priscilla Alcântara , conhecida no meio gospel, decidiu mudar a direção. Ela passou a conduzir sua carreira de forma independente, em um movimento que, diz, nasceu da vontade de recuperar o controle sobre o próprio tempo. O resultado é "Eco", um álbum de dez faixas construído ao longo de três anos, com uma sonoridade marcada pela melancolia e por referências ao pop dos anos 2000.

"Depois de 20 anos de carreira, eu acho que você sente a coragem e a necessidade de experimentar novos espaços, novos jeitos, formas", afirma. Para Priscilla, a independência representa a possibilidade de criar sem responder às demandas e expectativas da indústria. "Eu realmente pude me reconectar com a minha arte, ao ponto de criar algo apenas vindo da minha paixão pela música", diz.
A mudança também está relacionada ao ritmo de trabalho. Acostumada à velocidade da indústria fonográfica, a cantora conta que decidiu diminuir o passo para encontrar uma dinâmica que considerasse mais saudável. Ela diz que passou a enxergar a música para além de seu caráter comercial. "Ela é um sonho meu, ela é um propósito meu, é uma paixão. Então, existe esse equilíbrio que é muito difícil você ter no meio do furacão, que é essa indústria."
Priscilla buscou recuperar elementos do pop dos anos 2000, período que considera fundamental para sua formação musical. "Ali o pop era puro drama", diz, ao mencionar o que buscava em suas novas composições. A cantora também reivindica estruturas que, segundo ela, foram perdendo espaço no pop contemporâneo, como pontes e grandes performances vocais. "Meu Deus, uma música com ponte, ela é tipo um acontecimento. Vamos voltar a fazer pontes", brinca.

Embora a nova fase se afaste da música gospel, imagem associada por anos à cantora, Priscilla não rompe com este passado. A influência do gênero permanece, sobretudo na maneira como utiliza a voz. Criada ouvindo R&B e soul, além do gospel, a cantora incorporou ao disco camadas vocais e corais, alguns gravados por ela mesma em casa. "Eu não consigo nem dizer se houve um momento velho e um novo. Eu acho que foi uma progressão", afirma.
A independência também fez com que ela assumisse funções que antes ficavam sob responsabilidade de uma grande estrutura empresarial. Além da artista, Priscilla agora precisa atuar como empresária, acompanhando questões burocráticas e operacionais. O desafio, segundo ela, é equilibrar essas duas funções sem deixar que a parte administrativa ocupe o espaço da criação.
Esse processo ainda deu origem ao "Ecos Independentes", projeto em que Priscilla abriu espaço para outros artistas independentes. Em vez de concentrar o marketing apenas em seu lançamento, ela decidiu direcionar atenção a quatro artistas escolhidos por sua curadoria.

Para os próximos meses, Priscilla pretende ampliar o universo do álbum com clipes, live sessions e outras versões das músicas. Ela também não descarta uma edição deluxe. Os shows devem ganhar força em 2027, quando pretende levar o trabalho para a estrada. "Estrada, show, é o que eu amo fazer", diz.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/priscilla-alcantara-se-afasta-do-gospel-e-busca-o-pop-dos-anos-2000-em-novo-disco.shtml.

A cantora Priscilla Alcântara - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo
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