Prisão de "funcionário" expõe esquema de policiais com PCC para extorsões
Investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) identificaram esquema de policiais para ficar fora do radar de investigações

Flávio Marcelo Coelho (destaque na foto), de 51 anos, preso no âmbito da segunda fase da Operação Infiltrados , deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) para apurar elo de policiais civis e ex-policiais com o Primeiro Comando da Capital ( PCC ), agia, segundo as investigações, além de uma espécie de “faz-tudo” dentro do esquema para o então chefe dos investigadores Maurício de Oliveira (à esquerda na imagem), preso em junho deste ano na primeira fase da operação .
Batizada de Infiltrados, a operação deflagrada, em 9 de junho deste ano, por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao MPSP, e policiais militares do 1° Batalhão de Ações Especiais (Baep) investiga elo de agentes e ex-agentes públicos com o PCC . Naquela ocasião, três pessoas, entre elas, o ex-estagiário do MPSP, Gabriel Lira de Jesus, o investigador da Polícia Civil, Maurício Aparecido de Oliveira e o ex-policial civil Itamar Gomes da Silva (à direita na imagem) foram presos .
Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que Coelho agia não somente como uma espécie de “funcionário” para o investigador Oliveira, que chegou a comandar a Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, no interior paulista, mas fazia parte do esquema de extorsão e lavagem de dinheiro do policial.

Em um intervalo de um ano — de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026 –, o investigador Oliveira recebeu 15 depósitos totalizando meio milhão de reais . Os valores são ao equivalente a sete vezes mais a média mensal do salário líquido, segundo dados que constam no Portal da Transparência do Governo do Estado.
Relatórios do MPSP identificaram que, entre os valores apresentados, Coelho foi o responsável por depositar o equivalente a R$ 324,2 mil na conta do policial civil. A investigação também identificou mais R$ 181,3 mil em transferências, mas que não há identificação de quem fez os depósitos.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/prisao-de-funcionario-expoe-esquema-de-policiais-com-pcc-para-extorsoes.

Arte/Metrópoles — Foto: Metrópoles
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