Prio (PRIO3) cai pela 2ª semana e testa suporte; o que esperar da ação?
Imagem ilustrativa com o logo da PRIO, plataforma de produção de petróleo em alto-mar e gráfico de mercado ao fundo, representando o cenário das ações PRIO3 e a influência das cotações do petróleo. Imagem gerada com uso de IA. " data-image-caption=" Ações da PRIO (PRIO3) entram em região técnica importante em meio à volatilidade do petróleo. Imagem gerada com uso de IA. " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/ChatGPT-Image-25-de-set.-de-2026-09_58_24.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />Papel perde força no curto prazo, enquanto petróleo elevado e proje

Imagem ilustrativa com o logo da PRIO, plataforma de produção de petróleo em alto-mar e gráfico de mercado ao fundo, representando o cenário das ações PRIO3 e a influência das cotações do petróleo. Imagem gerada com uso de IA.
Ações da PRIO (PRIO3) entram em região técnica importante em meio à volatilidade do petróleo. Imagem gerada com uso de IA.
As ações da Prio ( PRIO3 ) chegam ao fim da semana em uma região importante do gráfico. Depois da recuperação iniciada nos R$ 51,36, o papel perdeu força, passou a negociar abaixo das médias móveis mais curtas e voltou a operar abaixo dos R$ 60, faixa que pode ajudar a definir os próximos movimentos.

Na abertura do mercado nesta sexta-feira (25), a ação recuava 1,63%, às 10h15, cotada a R$ 59,85 , caminhando, assim, para a segunda semana consecutiva de baixa. No mês de setembro, a ação recua 4,47%. O movimento, porém, ocorre depois de uma valorização expressiva: a ação ainda acumula alta de aproximadamente 46,6% em 2026 e de cerca de 55% em 12 meses . O cenário coloca duas forças no radar. De um lado, os gráficos mostram perda de impulso no curto prazo e mantêm suportes importantes sob pressão. De outro, os preços elevados do petróleo continuam favorecendo as perspectivas operacionais da companhia, embora a volatilidade da commodity tenha aumentado com as negociações entre Estados Unidos e Irã.
No gráfico diário, observo que a Prio perdeu força depois de reagir a partir dos R$ 51,36 . O papel avançou dentro de um canal de recuperação, chegou à região dos R$ 66, mas não conseguiu sustentar o movimento.
Com a correção mais recente, PRIO3 passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e se aproxima novamente da base desse canal. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 45,64 pontos , dentro da zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.

No campo negativo, o primeiro suporte relevante aparece em R$ 59,50 . A perda desse patamar poderá confirmar o rompimento do canal de recuperação e aumentar a pressão vendedora.
Nesse cenário, os próximos níveis aparecem em R$ 56,95 e R$ 55,04 . A região também merece atenção pela proximidade da média móvel de 200 períodos, que passa atualmente nas imediações dos R$ 57.
Se essa faixa não segurar o movimento, o papel poderá voltar a testar os R$ 51,36 , ponto de partida da recuperação mais recente. Abaixo dele, o próximo suporte está em R$ 48,67 .

Para retomar o fluxo comprador, a primeira tarefa de PRIO3 será recuperar as médias móveis de 9 e 21 períodos. Depois disso, acompanho a resistência de R$ 62,40 .
O rompimento desse nível poderá abrir espaço para R$ 66,08 e, posteriormente, R$ 70,15 . Em um movimento mais longo, volta ao radar a máxima histórica de R$ 72,98 .
Enquanto a ação permanecer abaixo das médias e dos R$ 62,40, portanto, a leitura de curto prazo continua marcada pela perda de impulso.

Suportes: R$ 59,50; R$ 56,95; R$ 55,04; R$ 51,36; R$ 48,67. Resistências: R$ 62,40; R$ 66,08; R$ 70,15; R$ 72,98.
A leitura de médio prazo reforça a importância dos próximos movimentos.
No gráfico semanal, a Prio permanece em correção depois de atingir a máxima histórica de R$ 72,98 . A pressão vendedora levou o papel aos R$ 51,36, região em que surgiu uma reação relevante.

A recuperação, entretanto, ainda não foi suficiente para alterar a estrutura corretiva. A ação segue dentro de um canal de baixa, negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos e caminha para a segunda semana consecutiva de perdas.
O IFR de 14 períodos está em 52,44 pontos , também dentro da zona neutra.
Para que a recuperação ganhe consistência no médio prazo, acompanho especialmente a faixa entre R$ 66,08 e R$ 70,80 .

O rompimento dessa região, preferencialmente acompanhado por aumento do volume comprador, representaria também a saída do canal de baixa e poderia abrir espaço para um novo teste da máxima histórica de R$ 72,98 .
No sentido contrário, a permanência dentro do canal mantém os R$ 60 como primeira referência. Abaixo desse patamar, o suporte mais importante aparece novamente nos R$ 51,36 .
A perda desse nível enfraqueceria de forma mais significativa a reação iniciada no fundo recente e poderia ampliar a correção em direção a R$ 45,65 , R$ 40,19 e R$ 35,93 .

Assim, enquanto PRIO3 não superar a região de R$ 66,08/R$ 70,80, o gráfico semanal continua exigindo cautela.
Suportes: R$ 60,00; R$ 51,36; R$ 45,65; R$ 40,19; R$ 35,93. Resistências: R$ 66,08/R$ 70,80; R$ 72,98.
Enquanto os gráficos mostram perda de força no curto prazo, o ambiente fundamentalista continua sendo influenciado pelos preços elevados do petróleo.
Nesta sexta-feira (25), porém, a commodity recuava com o mercado acompanhando sinais de uma possível solução diplomática para o conflito entre Estados Unidos e Irã. Pela manhã, o Brent operava na região de US$ 105 por barril , enquanto o WTI estava próximo dos US$ 93 .
As negociações em Nova York discutem uma saída gradual que envolveria a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e o fim do bloqueio americano. A proposta retoma elementos do memorando firmado entre os dois países em junho, que previa passagem comercial pelo estreito e retirada do bloqueio naval dos Estados Unidos.
Para a Prio, o comportamento da commodity continua sendo uma variável central. Preços mais altos tendem a favorecer a geração de caixa da produtora, enquanto uma eventual redução do prêmio geopolítico poderia pressionar as cotações do petróleo.
Em relatório recente, o Itaú BBA destacou que a Prio vem se beneficiando do ambiente mais favorável para os preços do petróleo .
Do lado operacional, o banco apontou produção ao redor de 173 mil barris por dia , refletindo uma parada parcial programada para manutenção no sistema de resfriamento da plataforma de Albacora Leste.
Outro ponto acompanhado pelos investidores, segundo o BBA, é a possibilidade de manutenção por mais tempo do imposto sobre exportação de petróleo em meio às tensões geopolíticas e às medidas adotadas para os combustíveis no Brasil.
Apesar desses pontos de atenção, o banco mantém recomendação equivalente à compra para PRIO3 , com preço-alvo de R$ 73 .
O Goldman Sachs também mantém recomendação de compra para a Prio , embora tenha reduzido o preço-alvo de R$ 68,60 para R$ 66,40 .
A revisão traz sinais distintos. Com o petróleo mais caro, o banco aumentou em 6% suas estimativas de Ebitda ajustado para 2026 e 2027 . Por outro lado, reduziu suas projeções de dividendos entre 2027 e 2029 diante da maior volatilidade da commodity e da possibilidade de a empresa precisar manter maior disciplina na alocação de capital.
O Goldman também chama atenção para o forte aumento dos custos de frete do petróleo brasileiro para a Ásia. Segundo o relatório, esse movimento pode fazer com que produtoras como a Prio não capturem integralmente o benefício proporcionado pela alta do Brent.
Para o terceiro trimestre, a instituição projeta Ebitda ajustado de US$ 930 milhões , 17% acima do consenso compilado pela Bloomberg. A produção bruta é estimada em 191,5 mil barris de óleo equivalente por dia , avanço de 11% frente ao segundo trimestre e mais que o dobro do registrado um ano antes.
Esse número não entra em conflito com os 173 mil barris por dia citados pelo Itaú BBA: o BBA se refere ao ritmo de produção observado no período mais recente, afetado pela manutenção de Albacora Leste, enquanto o Goldman trabalha com uma projeção para o terceiro trimestre.
Com a aproximação dos R$ 60, o gráfico diário coloca a região de R$ 59,50 como principal referência imediata.
A defesa desse suporte mantém aberta a possibilidade de uma nova reação, mas o papel ainda precisará recuperar as médias móveis e superar R$ 62,40 para mostrar melhora mais clara no curto prazo.
A perda dos R$ 59,50, por outro lado, aumentaria a atenção para R$ 56,95, R$ 55,04 e, em um movimento mais amplo, para o fundo de R$ 51,36.
No semanal, uma mudança mais consistente da estrutura passa pela superação da faixa de R$ 66,08/R$ 70,80 .
Até lá, PRIO3 permanece em uma situação de contraste: o petróleo e as projeções operacionais continuam oferecendo suporte aos fundamentos, enquanto os gráficos mostram uma ação em correção e diante de níveis técnicos decisivos.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/prio3-analise-tecnica-prio-suportes-resistencias/.

PRIO3 perde as médias móveis de 9 e 21 períodos e se aproxima da base do canal de recuperação; R$ 59,50 é o suporte imediato. Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz. — Foto: InfoMoney
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