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    Principal réu no caso Maradona refuta diagnóstico de peritos médicos

    Os peritos médicos que analisaram a morte de Diego Maradona tinham um "viés de confirmação" e buscavam "o que lhes convinha", afirmou nesta quinta-feira (3) o neurocirurgião Leopoldo Luque. Ele é o principal réu no julgamento na Argentina pela morte do craque, em 2020. Leia mais (09/03/2026 - 19h20)

    Folha de S.Paulo
    3 de setembro de 2026 às 22:20
    Principal réu no caso Maradona refuta diagnóstico de peritos médicos
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Os peritos médicos que analisaram a morte de Diego Maradona tinham um "viés de confirmação" e buscavam "o que lhes convinha", afirmou nesta quinta-feira (3) o neurocirurgião Leopoldo Luque. Ele é o principal réu no julgamento na Argentina pela morte do craque, em 2020.

    O neurocirurgião Leopoldo Luque chega a tribunal de San Isidro para uma das audiências relativas ao caso Maradona - Tomas Ceusta - 14.abr.26/AFP · Tomas Ceusta - 14.abr.26/AFP
    O neurocirurgião Leopoldo Luque chega a tribunal de San Isidro para uma das audiências relativas ao caso Maradona - Tomas Ceusta - 14.abr.26/AFP · Tomas Ceusta - 14.abr.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Com seu depoimento, Luque tentou refutar um dos fundamentos médicos da acusação : a conclusão de que a equipe médica de Maradona deveria ter percebido a grave deterioração de sua saúde.

    "Está muito claro o que aconteceu: eles têm a autópsia, o histórico médico e um diagnóstico já estabelecido. Dizem: ‘Bem, vamos procurar onde aparece o que já está assinalado’. Isso é um viés de confirmação: buscaram o que lhes convinha", afirmou Luque perante o tribunal em San Isidro, ao norte de Buenos Aires.

    As conclusões da junta médica que examinou o caso constituíram um dos elementos que embasaram o envio a julgamento dos sete profissionais que atenderam o astro argentino. A junta médica que examinou o caso concluiu posteriormente que Maradona tinha problemas cardíacos, hepáticos e renais.

    Veja cenas do filme 'A Mão de Deus'
    Veja cenas do filme 'A Mão de Deus' — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mas Luque rejeitou essa interpretação. "O paciente descrito pelos peritos da junta não é o que tínhamos diante de nós quando ele estava vivo", disse. "Nunca foi detectada insuficiência cardíaca, hepática ou renal, porque os exames apresentavam resultados normais e o paciente não relatava nada."

    Os peritos que justificaram suas conclusões perante o tribunal "recorriam o tempo todo à autópsia", enfatizou Luque.

    Maradona morreu de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar em 25 de novembro de 2020, durante uma internação domiciliar cuja pertinência, condições e assistência estão no centro deste julgamento. Ele havia passado por uma neurocirurgia no início daquele mês.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Luque começou sua relação com Maradona em 2016 e, com o passar dos anos, tornou-se uma pessoa próxima do ex-jogador.

    "Ele confiava em mim, eu facilitava algumas coisas", afirmou.

    Além do neurocirurgião, outros seis profissionais de saúde são acusados de homicídio com dolo eventual, figura jurídica que implica que eles tinham consciência de que suas ações ou omissões poderiam causar a morte de Maradona. Todos se declaram inocentes e podem ser condenados a até 25 anos de prisão.

    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026
    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O julgamento começou em abril, e a expectativa é que a fase das alegações finais tenha início no fim deste mês.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/09/principal-reu-no-caso-maradona-refuta-diagnostico-de-peritos-medicos.shtml.

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    O neurocirurgião Leopoldo Luque chega a tribunal de San Isidro para uma das audiências relativas ao caso Maradona - Tomas Ceusta - 14.abr.26/AFP · Tomas Ceusta - 14.abr.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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