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    “Primos” cegos dos camarões: novas espécies são descobertas em águas subterrâneas do Japão

    Animais vivem em águas subterrâneas das ilhas Ryukyu e apresentam características adaptadas à escuridão, como ausência de pigmentação e olhos O post “Primos” cegos dos camarões: novas espécies são descobertas em águas subterrâneas do Japão apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    19 de agosto de 2026 às 09:00
    “Primos” cegos dos camarões: novas espécies são descobertas em águas subterrâneas do Japão
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    Duas novas espécies de pequenos crustáceos semelhantes a camarões foram identificadas em águas subterrâneas do Japão . Os animais pertencem ao gênero Bogidiella e foram encontrados em ambientes aquáticos subterrâneos nas ilhas Ryukyu, arquipélago subtropical localizado no sudoeste do país. Adaptados à vida no escuro, eles apresentam características como ausência de pigmentação e olhos, além de apêndices alongados, segundo o portal Phys.org .

    As espécies receberam os nomes Bogidiella isajii e Bogidiella painushima. A primeira foi encontrada em uma caverna submarina com água conectada ao mar, na ilha de Minamidaito. Já a segunda foi identificada em água doce que circulava por uma caverna na ilha de Ishigaki. Os dois ambientes estão relacionados aos sistemas de águas subterrâneas, que podem abrigar espécies altamente especializadas.

    Os animais fazem parte da família Bogidiellidae , um grupo de anfípodes que pode viver em ambientes pouco explorados, como cursos de água subterrâneos e pequenas conexões entre diferentes sistemas aquáticos. Esses locais podem apresentar água doce, salobra ou influenciada pelo mar, criando condições diferentes para a vida subterrânea.

    Adaptados à escuridão, os animais não possuem olhos e apresentam pouca ou nenhuma pigmentação. (Imagem: Mushi Ugomeki) – Adaptados à escuridão, os animais não possuem olhos e apresentam pouca ou nenhuma pigmentação. (Imagem: Mushi Ugomeki)
    Adaptados à escuridão, os animais não possuem olhos e apresentam pouca ou nenhuma pigmentação. (Imagem: Mushi Ugomeki) – Adaptados à escuridão, os animais não possuem olhos e apresentam pouca ou nenhuma pigmentação. (Imagem: Mushi Ugomeki) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A espécie B. isajii recebeu esse nome em homenagem a Yoshitaka Isajii, responsável por sua descoberta. Os exemplares medem entre 3,8 e 4,3 milímetros, aproximadamente o tamanho de uma semente de gergelim. Uma das principais características da espécie é a ausência de uma das ramificações dos pleópodes, estruturas presentes na parte traseira do corpo.

    A espécie também não apresenta determinadas estruturas endurecidas nos dois primeiros pares de urópodes, apêndices localizados próximos à extremidade traseira. Outra característica importante está no télson, uma estrutura localizada no final do corpo. Nos exemplares encontrados, essa parte é mais larga do que comprida e possui formato diferente do observado em outras espécies do mesmo gênero.

    Já B. painushima é um pouco menor, com exemplares entre 1,4 e 3,2 milímetros. Seu nome vem de “Painu-shima”, expressão de Okinawa que significa “ilha do sul”. Embora tenha características semelhantes às de outros animais do gênero, a espécie apresenta diferenças na cabeça, nas antenas, no télson e nos gnatópodes, estruturas usadas na alimentação e na limpeza.

    O estudo pode ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e ajudar a proteger águas subterrâneas. (Imagem: Senckenberg Ocean Species Alliance)
    O estudo pode ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e ajudar a proteger águas subterrâneas. (Imagem: Senckenberg Ocean Species Alliance) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Os pesquisadores também coletaram amostras para obter as sequências genéticas das duas espécies. A intenção é utilizar essas informações em estudos futuros sobre a evolução dos animais e a diversidade encontrada nos ambientes aquáticos subterrâneos. A equipe considera que novas pesquisas podem revelar outras espécies ainda desconhecidas nesses locais.

    Segundo os pesquisadores, as águas subterrâneas são importantes para atividades humanas, incluindo o abastecimento de água e a agricultura, mas a conservação desses ambientes se tornou um desafio. Por isso, ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade encontrada nesses sistemas pode ajudar a desenvolver estratégias de proteção e evitar a deterioração de áreas naturais causada pela atividade humana.

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    Nova espécie de verme poliqueta marinho chamado Spinther bohnorum (esquerda) e nova espécie de crustáceo, Apotectonia senckenbergae
    Nova espécie de verme poliqueta marinho chamado Spinther bohnorum (esquerda) e nova espécie de crustáceo, Apotectonia senckenbergae — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Matheus Labourdette
    Matheus Labourdette — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Layse Ventura
    Layse Ventura — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    O estudo pode ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e ajudar a proteger águas subterrâneas. (Imagem: Senckenberg Ocean Species Alliance)
    O estudo pode ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e ajudar a proteger águas subterrâneas. (Imagem: Senckenberg Ocean Species Alliance) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/19/ciencia-e-espaco/primos-cegos-dos-camaroes-novas-especies-sao-descobertas-em-aguas-subterraneas-do-japao/.

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    Adaptados à escuridão, os animais não possuem olhos e apresentam pouca ou nenhuma pigmentação. (Imagem: Mushi Ugomeki) – Adaptados à escuridão, os animais não possuem olhos e apresentam pouca ou nenhuma pigmentação. (Imagem: Mushi Ugomeki) — Foto: Olhar Digital

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