Prévia da inflação surpreende e derruba taxas do Tesouro Direto nesta quarta
Notas de reais (Shutterstock) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/06/notas-de-50-reais-4.jpg?fit=900%2C598&quality=70&strip=all" />Taxas recuam de forma generalizada após deflação de 0,40% no IPCA-15, ante expectativa de 0,30% The post Prévia da inflação surpreende e derruba taxas do Tesouro Direto nesta quarta appeared first on InfoMoney .

As taxas do Tesouro Direto recuam de forma generalizada nesta quarta-feira (26), após o IPCA-15 de agosto registrar deflação de 0,40%, resultado mais forte do que a queda de 0,30% esperada pelo mercado em pesquisa da Reuters. Em 12 meses, a prévia da inflação acumula alta de 4,24%, também abaixo da projeção de 4,34%.
Nos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 caiu de 14,13% na terça-feira para 14,06% nesta manhã, e o Prefixado 2032 recuou de 14,50% para 14,43%, ambos com queda de 7 pontos-base. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi de 14,50% para 14,44%.
Nos títulos de inflação, o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 registrou a maior queda do grupo, de 7 pontos-base, saindo de 7,70% para 7,63%. O IPCA+ 2050 recuou de 7,29% para 7,23%, o IPCA+ 2032 caiu de 8,00% para 7,95%, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 foi de 7,48% para 7,43%, o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 recuou de 7,34% para 7,29%, e o IPCA+ 2040 caiu de 7,48% para 7,44%.

O principal responsável pelo resultado do IPCA-15 foi a energia elétrica residencial , que recuou 6,25% e respondeu sozinha por um impacto de 0,26 ponto percentual no índice, por causa da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto. O grupo Habitação caiu 1,41%, seguido por Transportes, com queda de 1,00%, puxado pelo recuo de 13,30% nas passagens aéreas, e por Alimentação e bebidas, que cedeu 0,57%.
J. R. Faria, diretor da Wagner Investimentos, pondera que o alívio tem origem em um evento não recorrente, já que o bônus proporcionou desconto de aproximadamente 8% nas contas de consumidores que gastam até 350 kWh por mês. Ainda assim, ele destaca que a média dos núcleos subiu apenas 0,23%, que houve nova deflação em alimentos no domicílio e nos preços livres, e que a difusão ficou pouco acima de 52%, o que considera um bom sinal. “Importante comentar que praticamente chegamos ao final do período de sazonalidade favorável para inflação e difusão mais baixas. Assim, será relevante acompanhar os números para frente”, pondera Faria.
Leonardo Costa, economista do ASA, afirma que o resultado sugere viés de revisão para baixo na projeção da casa para o IPCA cheio de agosto, atualmente em -0,17%. “Apesar da surpresa baixista estar concentrada em itens mais voláteis, o balanço qualitativo segue benigno no curto prazo”, reforça. “Os núcleos vieram melhores do que o esperado, embora tenha havido aceleração dos serviços subjacentes na margem”.

No exterior, o núcleo do índice de preços PCE, medida de inflação preferida do Federal Reserve, subiu 0,2% em julho , dentro do esperado. O dado saiu após a primeira atualização das taxas do Tesouro Direto e ainda não estava refletido nos preços desta manhã.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h22 desta quarta-feira (26):
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/onde-investir/tesouro-direto-abre-fecha-26082026/.

Foto: InfoMoney
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