Presos por elo entre PCC e ônibus em SP terão prisão temporária de 30 dias
Polícia Civil decretou prisão temporária de 16 investigados e expediu 18 mandados de busca e apreensão. Seis suspeitos ainda são procurados

A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados por suspeita de envolvimento em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital ( PCC ) no sistema de transporte público de São Paulo , nesta quinta-feira (17/9). Até o momento, 10 pessoas foram presas pela Polícia Civil, enquanto outras seis são procuradas — entre elas, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite .
De acordo com informações do delegado Fabricio Intelizano durante coletiva de imprensa, os investigados detidos vão ficar presos por 30 dias , prazo esse que pode ser estendido por mais 30 . As investigações continuam para apurar a participação de cada um dos suspeitos no esquema.
As prisões fazem parte da Operação Vectura Corrupta , que investiga a atuação da organização criminosa no setor de transporte. Além dos mandados de prisão, também foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão, cumpridos na capital, no interior e no litoral paulista.

A investigação cita a “contaminação, pelo crime organizado, de empresas de transporte coletivo de passageiros na capital e no interior”. No município de São Paulo, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo seriam, em tese, controladas pelo PCC. Essa infiltração, segundo as autoridades, ocorria por meio de uma estrutura organizada que combina o uso de empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais.
Os criminosos também utilizariam os sócios formais das concessionárias e empresas de ônibus como “laranjas” para ocultar os verdadeiros proprietários das empresas, que seriam integrantes do PCC.
Além disso, o grupo teria promovido ajustes prévios para direcionar licitações e obter contratos emergenciais em diversos municípios. Há registros de acordos para que as empresas passassem a ser administradas por membros da facção logo após vencerem as licitações, mediante repasse de propinas a agentes públicos.

O Metrópoles entrou em contato com os investigados. Por telefone, Milton Leite negou que teria envolvimento no esquema e afirmou que se apresentará às autoridades em até 24 horas. A defesa de Levi dos Santos Oliveira afirmou que foi surpreendida com a notícia da prisão e que aguarda acesso aos autos para adotar as medidas cabíveis.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/presos-por-elo-entre-pcc-e-onibus-em-sp-terao-prisao-temporaria-de-30-dias.

Richard Lourenço/Rede Câmara — Foto: Metrópoles
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