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    Presos ajudaram investigação a desvendar logística de furto e roubo de celulares em SP, diz promotor

    Operação cumpre 84 mandados de busca nesta quinta-feira em endereços do centro da capital paulista

    UOL
    10 de setembro de 2026 às 16:00
    Presos ajudaram investigação a desvendar logística de furto e roubo de celulares em SP, diz promotor
    Dois policiais com coletes táticos escritos BAEP observam uma loja de conserto de celulares com diversas capas coloridas penduradas na parede. Três homens estão dentro da loja, um deles atrás do balcão iluminado. — Foto: UOL

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    O promotor de Justiça Luiz Fernando Bugiga Rebellato, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), afirmou que presos detidos recentemente e réus sob acusação de furto e roubo de celulares contribuíram para a megaoperação contra a logística do crime deflagrada nesta quinta-feira (10).

    Policiais inspecionam loja durante operação que combate cadeia de roubos de celulares no centro de São Paulo - Zanone Fraissat/Folhapress · Zanone Fraissat/Folhapress
    Policiais inspecionam loja durante operação que combate cadeia de roubos de celulares no centro de São Paulo - Zanone Fraissat/Folhapress · Zanone Fraissat/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A ação cumpre 84 mandados de busca e apreensão e outros sete de prisão temporária em São Paulo e no estado de Goiás . A Justiça também autorizou o sequestro e bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores.

    "Não é uma delação propriamente dita nem um acordo com o Ministério Público . Eles se dispuseram a contribuir e nos ajudaram a esclarecer essa dinâmica na região central, desde o momento da subtração do aparelho", disse o promotor.

    Os colaboradores, segundo ele, "apontaram como é feita a subtração, para quem o aparelho é entregue e quais os principais agentes que podem desbloqueá-los". Também identificaram "os estabelecimentos comerciais que recebem e receptam esses aparelhos ilícitos".

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em troca, afirma, "eles postularam apenas medidas como progressão de regime no tempo adequado, que já é um direito deles, e a proximidade deles da residência, que também já é um direito consagrado".

    Bugiga disse também que não poderia divulgar os nomes por "razões evidentes" —o sigilo dos autos e a proservação da segurança.

    Até as 9h40, o balanço da operação apontava para dez pessoas detidas. Nove foram presas por força de mandados e uma, que era procurada, foi capturada durante uma abordagem.

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    Entre as apreensões, 453 celulares já haviam sido contabilizados. Em um dos locais, segundo a polícia , foram encontrados cerca de 5.000 aparelhos e peças. No Shopping Mundo Oriental, outros 5.000 celulares foram apreendidos. Os materiais ainda estão sendo contabilizados e podem aumentar.

    Ação reúne mais de 1.700 agentes, cumpre sete mandados de prisão e 84 de busca e apreensão, além de bloqueio de R$ 5 milhões

    Logística de esquema criminoso usava lojas, boxes, residências e até imóveis como depósitos de aparelhos, aponta Gaeco

    Também foram recolhidos R$ 122,5 mil e US$ 268 em dinheiro, além de dois cartões bancários, três relógios e dois documentos. Em um dos casos, uma única conta-corrente teve cerca de R$ 8 milhões bloqueados.

    Na área de eletrônicos, foram apreendidos quatro notebooks, nove tablets, cinco CPUs, um HD e um pen drive. Outros equipamentos ainda estavam em processo de contabilização.

    O Gaeco identificou e monitorou pelo menos quatro núcleos de ilícitos dedicados à intercepção e logística de crimes com aparelhos celulares, com a meta de não apenas coibir o furto e o roubo, mas desarticular toda a estrutura do mercado paralelo.

    Na ponta inicial, mais conhecida porque afeta diretamente a população, os investigadores mapearam grupos de interceptadores —motoqueiros com bags, gangues de quebra-vidros no trânsito e outros criminosos dedicados a se apropriar ilegalmente dos aparelhos nas ruas, em grupos dispersos.

    No segundo núcleo, os agentes identificaram os responsáveis por desbloquear os aparelhos, acessar dados pessoais e transferir valores das contas bancárias das vítimas para contas de terceiros.

    O Gaeco apurou ainda que, na etapa seguinte, os criminosos se articularam para devolver os celulares ao mercado. Era feita a alteração do IMEI, o número que funciona como identificação individual do aparelho, e a remoção de outros bloqueios técnicos. O esquema recorreria inclusive a sites hospedados no exterior.

    Com essas mudanças, os aparelhos podiam ser revendidos sem vínculo aparente com o registro do crime.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/presos-ajudaram-investigacao-a-desvendar-logistica-de-furto-e-roubo-de-celulares-em-sp-diz-promotor.shtml.

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