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    Presidente dos EUA saiu vitorioso poucas vezes nas Midterms; saiba quais

    História recente americana só tem três presidentes que conseguiram aumentar tamanho da base no Congresso durante as Eleições de Meio de Mandato

    CNN Brasil
    21 de setembro de 2026 às 12:00
    Presidente dos EUA saiu vitorioso poucas vezes nas Midterms; saiba quais
    Foto: CNN Brasil

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer mudar a lógica das Midterms, as Eleições de Meio de Mandato , quando os americanos forem às urnas para renovar o Congresso em novembro.

    Ao anunciar que entraria 100% na campanha dos Republicanos, Trump declarou: “Seja você um bom presidente ou um ótimo presidente, você perde as eleições de Meio de Mandato. Vamos mudar isso porque não há motivo para tal”.

    Historicamente, o partido do presidente costuma perder assentos no Congresso nas Midterms. Isso acontece porque a votação é considerada uma espécie de referendo sobre o governo, especialmente no caso da Câmara dos Deputados.

    Urnas em centro de votação na Carolina do Sul • REUTERS/Sam Wolfe · • REUTERS/Sam Wolfe
    Urnas em centro de votação na Carolina do Sul • REUTERS/Sam Wolfe · • REUTERS/Sam Wolfe — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    São poucas as exceções a essa regra, que vale tanto para democratas quanto para republicanos. Na história recente americana, apenas três presidentes conseguiram ampliar as bancadas dos respectivos partidos na Câmara. Foram eles: Franklin D. Roosevelt, Bill Clinton e George W. Bush.

    No primeiro governo de Franklin D. Roosevelt , o Partido Democrata elegeu mais nove deputados e nove senadores nas Eleições de Meio de Mandato de 1934. O presidente implementava o conjunto de reformas conhecido como “New Deal” para recuperar a economia americana após a Grande Depressão e contava com enorme apoio popular.

    O democrata foi reeleito com facilidade e governou o país até 1945 — na época, não havia o limite de apenas dois mandatos — mas o partido saiu derrotado nas outras Midterms que disputou sob a liderança de Franklin Roosevelt, em 1938 e 1942.

    Em revés para Trump, Suprema Corte barra nova regra para voto por correio
    Em revés para Trump, Suprema Corte barra nova regra para voto por correio — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O também democrata Bill Clinton viu o partido perder 54 deputados e oito senadores nas primeiras Midterms sob o seu governo, em 1994. Depois, nas Eleições de Meio de Mandato de 1998, o partido ampliou levemente o número de deputados e conseguiu manter a sua bancada no Senado.

    Clinton enfrentava um processo de impeachment pelo escândalo envolvendo o relacionamento com Monica Lewinsky, que era estagiária da Casa Branca. O processo, no entanto, não era amplamente apoiado pelos americanos.

    Já em 2002, foi o republicano George W. Bush quem conseguiu um bom desempenho com o partido nas Midterms. O presidente ainda contava com forte apoio popular depois dos atentados de 11 de setembro. Ao longo do ano de 2002, Bush manteve uma aprovação média de 71,4%, de acordo com levantamento do Instituto Gallup.

    Popularidade de Trump sobe após mínima recorde, aponta pesquisa
    Popularidade de Trump sobe após mínima recorde, aponta pesquisa — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Por sua vez, Donald Trump não fugiu à regra durante o seu primeiro governo. Os republicanos perderam 41 deputados e viram os democratas assumirem o controle. No entanto, o partido manteve a maioria no Senado.

    O mesmo aconteceu com o democrata Joe Biden: viu o partido retroceder na Câmara, mas manter o controle do Senado, frustrando a “onda vermelha” que os republicanos esperavam nas Midterms.

    O analista da CNN Lourival Sant’Anna explica que isso acontece porque as eleições da Câmara e do Senado medem coisas diferentes.

    Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms?
    Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Na Câmara, os 435 deputados enfrentam o eleitor a cada dois anos. Se ocorre uma oscilação nacional de aprovação do presidente ou de humor em relação ao governo, isso impacta praticamente todo o mapa do país ao mesmo tempo”, afirma. “Por isso, a eleição para a Câmara funciona quase como um plebiscito nacional sobre o presidente”.

    Já no Senado, só um terço das 100 cadeiras está em disputa. “Pode acontecer de o presidente estar impopular nacionalmente, mas as cadeiras que seu partido precisa defender naquele ano estarem quase todas em estados favoráveis a ele, enquanto a oposição tenha de defender várias cadeiras em estados hostis”, acrescenta Lourival Sant’Anna.

    A popularidade de Donald Trump é um fator que preocupa os republicanos. A aprovação do presidente chegou a 33% , o pior índice da carreira do republicano, mostrou uma série recente de pesquisas Reuters/Ipsos.

    Das 35 vagas do Senado em disputa nas Midterms, nove têm maior probabilidade de mudança • CNN
    Das 35 vagas do Senado em disputa nas Midterms, nove têm maior probabilidade de mudança • CNN — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A insatisfação com a guerra contra o Irã e o custo de vida pesaram para esse resultado. E mesmo com uma leve melhora na aprovação, que subiu para 35%, as perspectivas para o partido continuam desafiadoras: 44% dos americanos disseram que votariam nos democratas para o Congresso. Apenas 37% escolheriam os republicanos.

    A vantagem de sete pontos foi a maior registrada em pesquisa Reuters/Ipsos de “voto genérico” desde que Donald Trump retornou à Casa Branca. Esse tipo de levantamento mede que partido os eleitores querem ver no controle do Congresso e capta o sentimento do público no nível nacional, mas não as nuances estaduais.

    Em outro ponto de alerta para o partido de Donald Trump, os americanos disseram preferir os democratas e não os republicanos na gestão da economia pela primeira vez em uma década.

    Das 35 vagas do Senado em disputa nas Midterms, nove têm maior probabilidade de mudança • CNN
    Das 35 vagas do Senado em disputa nas Midterms, nove têm maior probabilidade de mudança • CNN — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    De acordo com o analista-chefe de dados da CNN , Harry Enten, a chance de os democratas conquistarem a maioria na Câmara e no Senado era de 52%, em agosto. O cálculo para as Midterms levou em consideração uma série de pesquisas para traçar os cenários mais prováveis.

    Apesar do momento favorável, no entanto, o Partido Democrata tem um caminho difícil pela frente na disputa pelo controle do Senado. Atualmente, os republicanos têm maioria de 53 a 47.

    Os democratas teriam que virar pelo menos quatro cadeiras no Senado , e do total em disputa, apenas nove são consideradas mais competitivas, ou seja, com maior probabilidade de mudança.

    Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms?
    Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Isso inclui estados como Alasca, Texas, Ohio, Iowa e Carolina do Norte, onde Donald Trump derrotou Kamala Harris por ampla margem.

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    Em revés para Trump, Suprema Corte barra nova regra para voto por correio — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Popularidade de Trump sobe após mínima recorde, aponta pesquisa — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/presidente-dos-eua-saiu-vitorioso-poucas-vezes-nas-midterms-saiba-quais/.

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