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    Presidente do TSE, Kassio Nunes ignora risco de interferência do EUA nas eleições

    A poucos dias da eleição presidencial, é obrigatória a vigilância máxima para conter as tentativas de interferência política dos Estados Unidos.

    UOL
    24 de setembro de 2026 às 00:00
    Presidente do TSE, Kassio Nunes ignora risco de interferência do EUA nas eleições
    Homem de meia-idade com cabelo curto e escuro veste terno azul, camisa branca e gravata azul clara, sentado em cadeira amarela acolchoada, olhando para o lado. — Foto: UOL

    Jornalista em Brasília, onde acompanha os principais acontecimentos econômicos e políticos há mais de 25 anos

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    O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Kassio Nunes Marques), em sessão da corte constitucional, em Brasília - Adriano Machado/Reuters · Adriano Machado/Reuters
    O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Kassio Nunes Marques), em sessão da corte constitucional, em Brasília - Adriano Machado/Reuters · Adriano Machado/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A poucos dias da eleição presidencial, é obrigatória a vigilância máxima para conter as tentativas de interferência política dos Estados Unidos .

    Donald Trump deu o recado ao fazer de seu discurso na ONU um canal de ameaças sobre o uso de força militar na América Latina .

    O que essa ameaça diz sobre o Brasil e a economia ?

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Não podemos esperar os livros de história, no futuro, para saber se esse risco se concretizou. A eleição é aqui e agora, e há sinais claros de que o governo Trump busca desequilibrar o jogo.

    Dois tarifaços; a classificação das facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV ( Comando Vermelho ) como terroristas; a aplicação da Lei Magnitsky; um relatório enviado ao Congresso americano que acusa o Brasil de falhar no combate ao crime; o envio de funcionários para questionar as eleições ; a escalada da pressão pública do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio , sobre o governo Lula .

    Nos bastidores do Congresso, parlamentares de direita dizem que já há uma lista de 130 alvos de novas sanções a serem acionadas pelos EUA a qualquer momento.

    No coração dessa discussão, o candidato Flávio Bolsonaro ( PL ) deve explicações sobre a mobilização que seus aliados comandam nos Estados Unidos e sobre a oferta que ele já fez de colocar uma equipe de transição de governo à disposição de Trump caso seja eleito presidente.

    As empresas brasileiras que exportam para países que não são amigos de Trump, como a China , cobram explicações. O temor é que sejam impostas restrições à venda de produtos brasileiros para esses países em acordos futuros com os EUA.

    Para o agronegócio exportador, esse risco é mortal.

    No podcast Café da Manhã, da Folha , Fernando Neisser, professor de direito eleitoral da FGV, chama a atenção para a lacuna na atuação do TSE no monitoramento do risco de interferência estrangeira.

    O tribunal, que deveria ser a principal instituição de proteção do sistema eleitoral brasileiro, está alheio a esses sinais.

    Enquanto isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques , citado em apurações da Polícia Federal sob suspeita de ligação com o Banco Master , não parece nada preocupado.

    Só que, ao contrário do que parece, o STF (Supremo Tribunal Federal) não é candidato nas eleições.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/adriana-fernandes/2026/09/presidente-do-tse-kassio-nunes-ignora-risco-de-interferencia-do-eua-nas-eleicoes.shtml.

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    O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Kassio Nunes Marques), em sessão da corte constitucional, em Brasília - Adriano Machado/Reuters · Adriano Machado/Reuters — Foto: UOL

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