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    Presidente de Israel perdoa soldado que matou palestino ferido e rendido

    Decisão divide sociedade israelense; presidente Isaac Herzog concedeu perdão a combatente apesar da oposição do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel

    CNN Brasil
    20 de setembro de 2026 às 14:00
    Presidente de Israel perdoa soldado que matou palestino ferido e rendido
    Foto: CNN Brasil

    O presidente de Israel, Isaac Herzog, concedeu perdão a um soldado que atirou e matou um palestino ferido e incapacitado na Cisjordânia ocupada em 2016, apesar da oposição do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel.

    Ao anunciar a decisão no sábado (19), Herzog afirmou que a medida permitirá que Elor Azaria, que cumpria serviço militar obrigatório na época do incidente, “siga com sua vida”. O perdão também elimina o registro criminal de Azaria.

    O caso dividiu a sociedade israelense e levantou preocupações sobre a politização das Forças de Defesa de Israel. A repercussão chegou a contribuir para a renúncia do então ministro da Defesa, Moshe Ya’alon. Políticos e grupos de direita, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, defenderam na época que Azaria recebesse o perdão.

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    As Forças de Defesa de Israel, porém, classificaram o episódio como uma “grave violação dos valores, da conduta e dos padrões de operações militares” da instituição.

    Imagens do incidente mostraram Azaria, que atuava como socorrista militar, aproximando-se de um palestino suspeito de um ataque com faca e atirando na cabeça dele enquanto estava ferido e caído no chão.

    Em uma publicação no X, Ya’alon criticou a decisão de conceder o perdão. Segundo ele, o soldado não alegou ter atirado no palestino porque sua vida estava em perigo, mas “porque ele merecia morrer”.

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    Dirigindo-se a Herzog, Ya’alon afirmou que o presidente decidiu apagar o registro criminal de Azaria “sem ouvir se o soldado assume a responsabilidade ou demonstra arrependimento por suas ações”.

    Herzog, que anunciou a decisão na véspera do Yom Kippur, o Dia do Perdão judaico, afirmou que “as circunstâncias, o tempo transcorrido e o pesar expresso por Azaria justificam permitir que ele comece um novo capítulo em sua vida”.

    Azaria foi condenado a 18 meses de prisão pela morte de Abdel Fattah al-Sharif, um dos dois homens acusados de esfaquear outro soldado israelense em Hebron. Após ser condenado, Azaria poderia receber uma pena de até 20 anos de prisão. Críticos disseram que a pena mais curta equivalia a uma punição branda. Ele acabou cumprindo apenas nove meses antes de ser libertado.

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    As Forças de Defesa de Israel não divulgaram um comunicado após o perdão. Em uma carta enviada em julho em resposta ao pedido, porém, o chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, afirmou que “o pedido não deveria ser concedido”.

    Em posição contrária à de Herzog, o gabinete de Zamir afirmou que Azaria nunca havia demonstrado pesar ou arrependimento pela morte. Zamir se opôs ao perdão porque, segundo ele, Azaria não havia assumido responsabilidade por suas ações e não havia “circunstâncias pessoais específicas de peso significativo” que justificassem a medida.

    O ministro da Defesa, Israel Katz, comemorou o perdão e o classificou como uma “decisão humana e apropriada”. Em comunicado, afirmou que “chegou o momento de permitir que [Azaria] deixe o passado para trás, reconstrua sua vida e seu futuro”.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/presidente-de-israel-perdoa-soldado-que-matou-palestino-ferido-e-rendido/.

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