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    Presidenciáveis fazem aceno a mulheres e defendem enfrentar feminicídio

    Candidatos defendem aumentar a repressão contra agressores; Zema e Renan Santos foram os únicos a não citar tema em convenções

    CNN Brasil
    8 de agosto de 2026 às 11:30
    Presidenciáveis fazem aceno a mulheres e defendem enfrentar feminicídio
    Foto: CNN Brasil

    Os candidatos à Presidência apresentaram, nas últimas semanas, as primeiras propostas para combater a violência e o crime no Brasil. O aceno vem na esteira de uma preocupação crescente da população sobre o tema e a busca de apoio entre o eleitorado feminino.

    Uma pesquisa divulgada em 31 de julho pelos institutos Update e Fogo Cruzado indicou que 92% dos brasileiros acreditam que as mulheres estão mais expostas à violência e que elas enfrentam riscos que os homens não correm.

    Um dos marcos para a proteção às mulheres, a Lei Maria da Penha, completou 20 anos na sexta-feira (7). A legislação foi aprovada em 2006 e reformulou a política de proteção, criando medidas de urgência, fortalecendo as Delegacias de Defesa da Mulher e ampliando a rede de atendimento às vítimas.

    Violência contra mulher cresce • Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) · • Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)
    Violência contra mulher cresce • Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) · • Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    As políticas, no entanto, ainda se mostram insuficientes. De acordo com o Anuário da Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o registro de feminicídio de pessoas com medida protetiva cresceu nos últimos dois anos. Em 2024, 67 mulheres foram vítimas, enquanto em 2025 o número aumentou para 70.

    Nesse mesmo período, o número total de feminicídios no país também cresceu. Em 2024 foram 1.504 mortes, valor que subiu para 1.571 no ano seguinte.

    De acordo com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em 2025 foram julgados, em média, 42 casos de feminicídio por dia. O dado representa um aumento de 17% em comparação ao ano anterior. Ao todo, foram 15.453 julgamentos enquadrados na Lei do Feminicídio, que considera a morte de mulheres por menosprezo ou discriminação à condição de gênero.

    DC oficializa Clariana Barão como candidata à Presidência
    DC oficializa Clariana Barão como candidata à Presidência — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Dentre os cinco principais colocados, apenas Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não citaram qualquer pauta voltada às mulheres nas convenções, apesar de já terem defendido endurecer penas para agressores em outras ocasiões.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é um dos que menciona o tema desde o começo da sua atual gestão. Na convenção do partido que formalizou sua candidatura à reeleição, em 2 de agosto, o petista reforçou que é preciso haver uma mudança cultural.

    Ele valorizou as políticas adotadas pelo seu governo e disse que ainda assinará novas medidas. O mandatário pediu “coragem” ao PT para enfrentar o tema e disse que o combate à violência contra a mulher não é só uma questão das mulheres, mas de toda a sociedade.

    20 anos da Lei Maria da Penha: onde ainda estamos falhando?
    20 anos da Lei Maria da Penha: onde ainda estamos falhando? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “As mulheres não têm que ter medo de denunciar. Agora, só para vocês terem ideia, desde que nós fizemos o pacto contra o feminicídio, nós já fizemos mais leis e mais decretos do que em muitos anos. Garantindo às mulheres direitos. Está crescendo o número de denúncias. Porque agora as mulheres têm garantia. Estão denunciando e vão ter proteção. O cara vai ser preso logo”, disse.

    A proteção a mulheres tem moldado as candidaturas em 2026, apesar das cinco principais chapas não incluírem candidatas mulheres. O senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato ao Planalto, afirmou na última quinta-feira (6) que estava buscando uma mulher para ser vice na sua chapa, mas que acabou escolhendo Alfredo Gaspar (PL-RN) para o posto.

    Em sua convenção, em 25 de julho, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) citou algumas políticas para enfrentar a violência contra a mulher e voltou a defender a redução da maioridade penal.

    Homem é preso suspeito de tentar matar ex-companheira a tiros em SP
    Homem é preso suspeito de tentar matar ex-companheira a tiros em SP — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Precisamos mudar a Constituição para fazer com que um estuprador de 14 anos de idade seja responsabilizado e preso como adulto. Para fazer com que quem agride uma mulher fique muito mais tempo preso. Para que quem estupra uma criança seja submetido à castração química e nunca mais possa violentar ninguém”, afirmou Flávio.

    Caiado também apresentou propostas para combater a violência contra as mulheres durante a convenção que o lançou como candidato, em 26 de julho. Ele disse que um dos planos é confiscar os bens de quem for condenado por agressão contra a mulher ou feminicídio e transferir para a mulher ou familiares da vítima.

    “Vai doer no bolso também. Além de cumprir pena, não vai ter diminuição de pena, não, vai cumprir a pena alongada por 90% da pena ali declarada. É isso que nós vamos exemplar ao Brasil, a mulher poder ter dignidade e poder andar por onde desejar para não ter essa cultura da impunidade ao agredir qualquer mulher no Brasil” afirmou.

    20 anos da Lei Maria da Penha: onde ainda estamos falhando?
    20 anos da Lei Maria da Penha: onde ainda estamos falhando? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Caiado fez parte de um grupo de governadores de direita no final do ano passado que defendeu soluções mais duras contra o crime organizado no Brasil. Chamado de Consórcio da Paz, o bloco se posicionou depois da operação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos no Complexo da Maré. O grupo não continuou as atividades em 2026.

    Governo Lula sanciona pacote visando combate à violência contra as mulheres | CNN PRIME TIME

    Homem é preso suspeito de tentar matar ex-companheira a tiros em SP
    Homem é preso suspeito de tentar matar ex-companheira a tiros em SP — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    DC oficializa Clariana Barão como candidata à Presidência — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Governo Lula sanciona pacote visando combate à violência contra as mulheres | CNN PRIME TIME
    Governo Lula sanciona pacote visando combate à violência contra as mulheres | CNN PRIME TIME — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/presidenciaveis-fazem-aceno-a-mulheres-e-defendem-enfrentar-feminicidio/.

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