Preservativo interno: médico explica como usar método no sexo anal
Pouca gente sabe que é possível utilizar preservativo interno no sexo anal. Médico explica o uso correto e os riscos envolvidos

Embora o preservativo convencional seja muito conhecido, poucas pessoas sabem que existe um modelo interno que também pode ser usado no sexo anal . A possibilidade, inclusive, é descrita pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já que o produto cria uma barreira entre o pênis e a mucosa do canal anal e do reto . Ainda assim, é importante avaliar a real eficácia na prevenção de determinadas ISTs.
Ao Metrópoles , o médico coloproctologista Danilo Munhóz destaca que, apesar do uso ser reconhecido como estratégia de prevenção, vale ressaltar que ainda não é possível determinar com precisão o grau de proteção contra HIV e outras infecções . “ Portanto, ele é uma alternativa de barreira válida, mas ainda temos menos estudos específicos sobre sua eficácia no anal do que temos para o preservativo externo”, comenta.
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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Para fazer o uso correto do produto, o especialista deixa algumas recomendações:
“ Um dos mitos mais comuns é imaginar que usar dois preservativos aumenta a segurança. Na prática, acontece justamente o contrário. O preservativo interno não deve ser utilizado simultaneamente com um preservativo externo, porque o atrito entre as duas barreiras pode provocar deslocamento ou rompimento”, alerta. Riscos de uso incorreto Danilo também alerta para os riscos envolvidos e orienta sobre como agir em casos de rompimento, vazamento, deslocamento ou exposição sexual .

Por ser uma região sensível, a mucosa anal está sujeita a escoriações e fissuras que, além de causarem dor e desconforto, comprometem a barreira natural de proteção do corpo . Consequentemente, essa vulnerabilidade aumenta o risco de contrair ISTs, como o HIV .
“A orientação é procurar um serviço de saúde rapidamente. No Brasil, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), pode ser indicada após uma relação desprotegida ou falha do preservativo e deve ser iniciada o mais precocemente possível, no máximo até 72 horas após a exposição. O atendimento também permite avaliar a necessidade de testes para outras IST e a situação vacinal para hepatites e HPV”, encerra.







Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/pouca-vergonha/preservativo-interno-medico-explica-como-usar-metodo-no-sexo-anal.

Peter Dazeley/Getty Images — Foto: Metrópoles
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