Brasil

    Presença de mulheres na política fortalece a democracia

    Lá se vão 31 anos desde que a legislação eleitoral ( lei nº 9.100/95 ) determinou que os partidos políticos devem reservar vagas para candidaturas de mulheres. Originalmente, a reserva mínima era de 20% e valia para as eleições de 1996. Leia mais (09/27/2026 - 12h00)

    Folha de S.Paulo
    27 de setembro de 2026 às 15:00
    Presença de mulheres na política fortalece a democracia
    Doze mulheres reunidas em plenário, algumas com camisetas brancas com texto vermelho 'FIM DA ESCMA 6X1', celebram com braços erguidos e sorrisos. Ao fundo, duas bandeiras do Brasil estão posicionadas. — Foto: Folha de S.Paulo

    Jornalista especializada em comunicação pública e vice-presidente de gestão e parcerias da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública)

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    Congressistas da base governista vibram durante sessão de votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que elimina a escala 6x1 - Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress · Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress
    Congressistas da base governista vibram durante sessão de votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que elimina a escala 6x1 - Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress · Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Lá se vão 31 anos desde que a legislação eleitoral ( lei nº 9.100/95 ) determinou que os partidos políticos devem reservar vagas para candidaturas de mulheres. Originalmente, a reserva mínima era de 20% e valia para as eleições de 1996.

    No ano seguinte, a determinação foi alterada (lei nº 9.504/97) para abranger as eleições proporcionais em geral. Até que a minirreforma eleitoral (lei nº 12.034/2009) ampliou para 30% o percentual mínimo de candidaturas para cada gênero.

    Não há dúvidas sobre o impacto positivo da política de cotas de gênero para assegurar a participação feminina na política. Contudo, três décadas, 15 eleições, dois plebiscitos e dois referendos depois da implementação dessa relevante ação afirmativa, menos de 35% das candidaturas válidas são de mulheres ( TSE ).

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O que deixa no ar a pergunta: por que a presença feminina na política ainda é tão acanhada, considerando que mulheres são maioria na população e no eleitorado ?

    A resposta correta é de múltipla escolha, e uma das opções verdadeiras diz respeito ao descumprimento da legislação. Em 2026, um terço dos partidos que receberam dinheiro público do Fundo Eleitoral não haviam destinado as verbas obrigatórias para candidaturas de mulheres e de pessoas negras a dez dias das eleições gerais do próximo domingo.

    O que faz pensar sobre a eficácia da reserva de cotas em listas de candidaturas sem rever a dinâmica das estruturas partidárias que decidem quem e quando recebe apoio, dinheiro e visibilidade , questões que definem uma eleição.

    Na atual cena eleitoral, quem tem menos chances de transformar candidatura em mandato eletivo no Congresso Nacional são as mulheres negras, que em 2022 apresentaram uma taxa de elegibilidade de apenas 1,5% (TSE).

    Contar com a presença de mais mulheres na política brasileira implica reduzir uma desigualdade histórica e ainda fortalecer a própria democracia à medida que se alarga a representatividade da nossa sociedade, que é plural e diversa.

    LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo , Elio Gaspari , Djamila Ribeiro , Tati Bernardi , Dora Kramer , Ruy Castro , Muniz Sodré , Txai Suruí , José Simão , Thiago Amparo , Antonio Prata e muito mais.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ana-cristina-rosa/2026/09/presenca-de-mulheres-na-politica-fortalece-a-democracia.shtml.

    Imagem 1
    1 / 2

    Congressistas da base governista vibram durante sessão de votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que elimina a escala 6x1 - Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress · Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)