Brasil

    Premier League, a cura do futebol doente

    Começou nesta sexta-feira (21) a Premier League , considerada por muitos como o melhor torneio de futebol da galáxia por reunir grandes equipes, jogadores e técnicos, tudo envelopado em uma organização impecável, com arbitragem profissional (que também erra, mas menos), VAR menos intervencionista e estádios de gramados irretocáveis, sempre lotados. Leia mais (08/21/2026 - 17h58)

    Folha de S.Paulo
    21 de agosto de 2026 às 20:58
    Premier League, a cura do futebol doente
    Jogador do Arsenal com uniforme vermelho e branco comemora com braços abertos e expressão confiante em estádio lotado durante partida de futebol. — Foto: Folha de S.Paulo

    Formado em jornalismo, começou a escrever na Folha em 2001. Passou por diversas editorias no jornal e atualmente assina o blog Copo Cheio, sobre o cenário cervejeiro, e uma coluna em Esporte

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    O atacante Bukayo Saka celebra o segundo gol do Arsenal na tranquila vitória sobre o Coventry City, na abertura da Premier League - Hannah McKay/Reuters · Hannah McKay/Reuters
    O atacante Bukayo Saka celebra o segundo gol do Arsenal na tranquila vitória sobre o Coventry City, na abertura da Premier League - Hannah McKay/Reuters · Hannah McKay/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Começou nesta sexta-feira (21) a Premier League , considerada por muitos como o melhor torneio de futebol da galáxia por reunir grandes equipes, jogadores e técnicos, tudo envelopado em uma organização impecável, com arbitragem profissional (que também erra, mas menos), VAR menos intervencionista e estádios de gramados irretocáveis, sempre lotados.

    Para abrir a temporada, o campeão Arsenal (uhu) recebeu o campeão do acesso, o Coventry. A trajetória para o sonhado bi começou com um 3 a 0, em casa.

    Para a temporada atual, 9,9 a cada 10 especialistas cravam o Arsenal como favorito ao título, mesmo em um torneio recheado de grandes equipes. Na Inglaterra não tem top 2, como na Espanha, nem top 1, como na Alemanha, mas um top 6, que eles chamam de Big 6.

    O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, gesticula durante o duro triunfo sobre o Cerro Porteño, nas oitavas da Libertadores - Cesar Olmedo - 19.ago.26/Reuters · Cesar Olmedo - 19.ago.26/Reuters
    O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, gesticula durante o duro triunfo sobre o Cerro Porteño, nas oitavas da Libertadores - Cesar Olmedo - 19.ago.26/Reuters · Cesar Olmedo - 19.ago.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Este é um top muito mais ligado ao poderio financeiro, formado por Arsenal (uhu), Liverpool, Manchester United, Manchester City, Chelsea e Tottenham —sendo que este último não ganha nada relevante em território local desde que inventaram o DVD (que já morreu), mas tem dinheiro.

    Uma das belezas do campeonato é saber que, em um domingo qualquer, um time que briga para não cair pode arrancar pontos de qualquer um do tal Big 6. O próprio Arsenal suou horrores para conseguir uma vitória (nos acréscimos) e um empate contra o Wolverhampton, que acabou em último lugar.

    Este ano marca uma nova era, uma era sem Pep Guardiola depois de dez anos . Nesse período, o homem ganhou seis vezes o torneio nacional, aliando competência a um elenco altamente qualificado.

    Veja as melhores fotos da Copa
    Veja as melhores fotos da Copa — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ficar em segundo ou terceiro, atrás do City de Guardiola ou do antigo Liverpool de Klopp, nunca foi demérito para nenhum time, pelo contrário. Para finalmente ganhar a liga depois de muitos anos, o Arsenal (assim como Klopp, antes) se reforçou e ficou mais competitivo a cada temporada —o atual campeão Arteta estreou no time em 2019.

    Dizem que o luso Abel Ferreira , há muitos anos brigando por todos os títulos no comando do Palmeiras , foi sondado pelo Fulham, da Premier League. Seria interessante vê-lo por lá.

    Em um período de pouco s dias, Abel viu derreter a confortável diferença que tinha na liderança do Brasileiro diante do Flamengo (agora, são três pontos, com os cariocas com um jogo a menos) e correu sérios riscos na Libertadores contra o Cerro Porteño , time de orçamento bem inferior.

    Treinador com casaco azul escuro e calça azul gesticula com os braços abertos no gramado. Árbitro vestido de preto e azul claro caminha atrás dele. Fundo desfocado com público e elementos do estádio.
    Treinador com casaco azul escuro e calça azul gesticula com os braços abertos no gramado. Árbitro vestido de preto e azul claro caminha atrás dele. Fundo desfocado com público e elementos do estádio. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Após a difícil classificação, desabafou , para surpresa de zero pessoa. Disse que "o futebol está doente". "Se não ganha, é fraco, não presta. O segundo é uma m.... Andamos obcecados pelo sucesso, pelo primeiro lugar", afirmou.

    De fato, o mundo está doente, e o futebol, também. E no Brasil os sintomas são mais graves. Mas nada como uma Premier League para mostrar que pode haver cura, de preferência, com Arsenal (uhu).

    Nada como uma Copa depois da outra. Quatro anos depois de ter concedido aos argentinos o título de melhor torcida do Mundial, a Fifa resolveu punir os hermanos por comportamento considerado discriminatório de alguns torcedores, que teriam cometido abuso racista nos jogos da fase mata-mata. Por isso, a seleção jogará com público reduzido em seu primeiro jogo pós-Copa —jogadores também foram suspensos pelo comportamento na final, contra a Espanha.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Curioso é a dona Fifa perceber só agora que torcedores argentinos cometem abusos racistas. Um dia a Conmebol também descobrirá.

    LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo , Elio Gaspari , Djamila Ribeiro , Tati Bernardi , Dora Kramer , Ruy Castro , Muniz Sodré , Txai Suruí , José Simão , Thiago Amparo , Antonio Prata e muito mais.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sandromacedo/2026/08/premier-league-a-cura-do-futebol-doente.shtml.

    Imagem 1
    1 / 5

    O atacante Bukayo Saka celebra o segundo gol do Arsenal na tranquila vitória sobre o Coventry City, na abertura da Premier League - Hannah McKay/Reuters · Hannah McKay/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)