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    Premiê britânico diz que Rússia interferiu no brexit e que vai reabrir debate sobre retorno à União Europeia

    O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham , dirá ao Parlamento, nesta segunda-feira (12), que o Reino Unido deve se reaproximar da União Europeia e que um novo acordo pós- brexit com o bloco poderia impulsionar o crescimento e ajudar a controlar a imigração. Leia mais (10/12/2026 - 10h07)

    Folha de S.Paulo
    12 de outubro de 2026 às 13:07
    Premiê britânico diz que Rússia interferiu no brexit e que vai reabrir debate sobre retorno à União Europeia
    Homem de meia-idade com cabelo curto e escuro, usando óculos de armação preta, terno azul escuro, camisa branca e gravata azul, fala em ambiente externo com fundo desfocado de edifício e vegetação. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham , dirá ao Parlamento, nesta segunda-feira (12), que o Reino Unido deve se reaproximar da União Europeia e que um novo acordo pós- brexit com o bloco poderia impulsionar o crescimento e ajudar a controlar a imigração.

    O primeiro-ministro britânico Andy Burnham durante entrevista - Sean Gallup - 8.out.26/AFP · Sean Gallup - 8.out.26/AFP
    O primeiro-ministro britânico Andy Burnham durante entrevista - Sean Gallup - 8.out.26/AFP · Sean Gallup - 8.out.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em entrevista ao podcast "The Rest Is Politics" (o resto é política), divulgada no domingo (11), o premiê disse que Moscou interferiu no referendo de 2016 que decidiu pela saída britânica da UE.

    Burnham, que assumiu o cargo em julho, afirmou que recebeu informações sobre a atuação da Rússia ao questionar, após chegar à residência oficial do governo, em Downing Street, se houve interferência no pleito. "E a resposta que recebi foi clara: sim, houve", disse.

    O primeiro-ministro, porém, não explicou de que maneira a Rússia teria atuado na votação nem apresentou detalhes sobre as evidências que sustentariam a afirmação. A embaixada russa em Londres não respondeu ao pedido de posicionamento.

    'Festa do brexit' em 2020 comemora saída do Reino Unido da UE em clima de Réveillon
    'Festa do brexit' em 2020 comemora saída do Reino Unido da UE em clima de Réveillon — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Moscou já negou ter interferido no referendo e costuma descrever as críticas britânicas como parte de uma campanha de "histeria antirrussa". A declaração de Burnham contrasta com a posição adotada pelo ex-premiê Boris Johnson , um dos principais defensores da saída da UE, que afirmou em 2020 não haver evidências de interferência russa na consulta popular.

    Realizado em junho de 2016, o referendo terminou com 52% dos votos a favor da saída do bloco e 48% pela permanência. A decisão desencadeou uma prolongada crise política no Reino Unido e alterou a relação do país com seus vizinhos europeus. À época, o premiê fez campanha para que o Reino Unido permanecesse na UE.

    Um relatório do Comitê de Inteligência e Segurança do Parlamento britânico, divulgado em 2020, concluiu que o governo não havia investigado adequadamente a possibilidade de interferência russa no referendo. O documento também apontou que Moscou tentou influenciar a consulta de 2014 sobre a independência da Escócia, rejeitada pela maioria dos eleitores.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ao comentar o assunto, Burnham disse que é importante tornar públicas as tentativas de desestabilização de democracias europeias. Segundo ele, a divulgação dessas informações pode ajudar eleitores de países como França e Alemanha a reconhecer a influência de atores estrangeiros sobre o debate político.

    "Quero dizer, é importante deixar essas coisas bem claras agora, e acredito que isso ajudará os eleitores na Alemanha e na França a entenderem que parte dessa política é instigada por nossos inimigos, ou seja, a Rússia", afirmou.

    A declaração ocorre em meio à reabertura do debate sobre a relação entre Londres e Bruxelas. No mês passado, Burnham disse que poderia fazer campanha pelo retorno do Reino Unido à União Europeia nas próximas eleições gerais, uma mudança significativa no debate político britânico.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Desde o brexit, o interesse do Reino Unido em voltar a aderir ao bloco aumentou nos últimos anos, com a maioria dos britânicos a favor, de acordo com as sondagens de opinião.

    Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris

    Burnham argumenta que o Reino Unido não se beneficiou do brexit e deveria reavaliar as relações com os Estados Unidos de forma "calma e objetiva".

    O premiê deve apelar a todos os partidos para que apoiem a sua abordagem, afirmando que seria irresponsável ignorar a possibilidade de um novo acordo .

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/premie-britanico-diz-que-russia-interferiu-no-brexit-e-que-vai-reabrir-debate-sobre-retorno-a-uniao-europeia.shtml.

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    O primeiro-ministro britânico Andy Burnham durante entrevista - Sean Gallup - 8.out.26/AFP · Sean Gallup - 8.out.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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