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    Prejuízo dos Correios cai no 2º trimestre de 2026 e soma R$ 2,4 bilhões

    Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 5,5% em relação à perda de R$ 2,53 bilhões em igual período de 2025. Na comparação com o resultado negativo de R$ 3,16 bilhões observado nos primeiros três meses deste ano, o recuo foi de 24,4%.

    UOL
    29 de agosto de 2026 às 22:00
    Prejuízo dos Correios cai no 2º trimestre de 2026 e soma R$ 2,4 bilhões
    Fachada de agência dos Correios com porta de vidro e detalhes amarelos. Duas plantas grandes em vasos pretos estão posicionadas na calçada. Pessoas caminham em frente ao prédio durante o dia. — Foto: UOL

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    Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 5,5% em relação à perda de R$ 2,53 bilhões em igual período de 2025. Na comparação com o resultado negativo de R$ 3,16 bilhões observado nos primeiros três meses deste ano, o recuo foi de 24,4%.

    Fachada de agência dos Correios em São Paulo; empresa está em processo de reestruturação - Rafaela Araújo - 29.dez.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 29.dez.25/Folhapress
    Fachada de agência dos Correios em São Paulo; empresa está em processo de reestruturação - Rafaela Araújo - 29.dez.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 29.dez.25/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    No primeiro semestre, a empresa acumula um prejuízo de R$ 5,55 bilhões. Esse valor é 30,4% maior em termos nominais do que o saldo negativo de R$ 4,26 bilhões registrado em igual período de 2025.

    As demonstrações financeiras foram divulgadas neste sábado (29) pela estatal, que passa por um processo de reestruturação após entrar num quadro de grave crise financeira e ficar sob risco de furo no caixa .

    Como as medidas de ajuste incluem a regularização de dívidas acumuladas e novos PDVs (programas de demissão voluntária), já se esperava que a empresa tivesse novos prejuízos bilionários neste ano. Ainda assim, a melhora do resultado no segundo trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores foi vista como um sinal favorável à recuperação.

    Estatais e patrocínios
    Estatais e patrocínios — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Sob novo comando desde o fim de setembro de 2025, quando Emmanoel Rondon assumiu a presidência da estatal, os Correios traçaram um plano de reestruturação e calcularam uma necessidade de R$ 20 bilhões para equilibrar seu caixa e recuperar as atividades da empresa. O valor foi antecipado pela Folha .

    Como parte desse plano, a companhia obteve em dezembro de 2025 um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um grupo de cinco bancos , formado por Banco do Brasil , Caixa Econômica Federal , Bradesco , Itaú e Santander .

    A operação tem a União como fiadora e ajudou a dar fôlego financeiro à companhia, que vinha acumulando dívidas judiciais e com fornecedores ao mesmo tempo em que perdia receitas em meio a dificuldades na operação.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Agora, os Correios negociam um segundo crédito de R$ 7 bilhões . Além disso, o Tesouro vai incluir na proposta de Orçamento de 2027 uma previsão de aporte de R$ 6 bilhões na companhia —a injeção de dinheiro foi uma exigência dos bancos para a liberação do primeiro empréstimo.

    Ainda não se sabe quando exatamente o repasse será feito, mas a empresa tem a intenção de usar boa parte dos valores para abater pagamentos dos créditos contratados, de forma a reduzir seu endividamento e evitar pressão futura sobre o caixa devido ao pagamento das prestações.

    No ano passado, a empresa acumulou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 , o pior desempenho já registrado pela companhia, que está com as contas no vermelho desde 2022.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A empresa já vinha penando com a deterioração de suas operações e com o descontrole sobre ações judiciais que impactam o caixa da companhia. Enquanto isso, continuou aumentando despesas, sobretudo com pessoal.

    Em 2024, os Correios sofreram um baque em suas receitas após o governo criar o programa Remessa Conforme, que buscava acelerar a liberação de encomendas vindas do exterior mediante maior controle sobre a cobrança de tributos, mas que acabou por também desobrigar a distribuição dessas remessas pelos Correios.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/prejuizo-dos-correios-cai-no-2o-trimestre-de-2026-e-soma-r-24-bilhoes.shtml.

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    Fachada de agência dos Correios em São Paulo; empresa está em processo de reestruturação - Rafaela Araújo - 29.dez.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 29.dez.25/Folhapress — Foto: UOL

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