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    Prefixados do Tesouro Direto avançam após fala dura do presidente do Fed

    U.S. Federal Reserve Chair Kevin Warsh testifies before the House Financial Services Committee on Capitol Hill in Washington, D.C., U.S., July 14, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst " data-image-caption=" (Foto: Jonathan Ernst / Reuters) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/warsh.png?fit=1100%2C700&quality=70&strip=all" />Kevin Warsh afirmou que a inflação não está desacelerando de forma significativa e Treasury de dois anos saltou ao maior nível desde julho; títulos IPCA+ andam na contramão The post Prefixados do Tesouro Direto avançam após fala dura do preside

    InfoMoney
    28 de agosto de 2026 às 15:36
    Prefixados do Tesouro Direto avançam após fala dura do presidente do Fed
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    U.S. Federal Reserve Chair Kevin Warsh testifies before the House Financial Services Committee on Capitol Hill in Washington, D.C., U.S., July 14, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst

    As taxas do Tesouro Direto abrem em movimento dividido nesta sexta-feira (28), com os prefixados em alta e os títulos de inflação em leve queda, após o discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole.

    O Tesouro Prefixado 2029 e o Prefixado 2032 lideraram a abertura, ambos com alta de 6 pontos-base. O primeiro subiu de 14,10% na quinta-feira para 14,16% nesta manhã, e o segundo foi de 14,49% para 14,55%. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou de 14,51% para 14,54%.

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    Nos títulos de inflação, o movimento foi contrário, diante do humor ligeiramente melhor no trecho mais longo da curva americana. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 recuou de 7,69% para 7,66%, o IPCA+ 2032 caiu de 8,00% para 7,98%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 foi de 7,46% para 7,45%. O IPCA+ 2040 permaneceu em 7,46%, o IPCA+ 2050 seguiu em 7,27% e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 ficou em 7,32%, os três sem variação.

    Em seu primeiro discurso desde que assumiu o comando do Fed em maio, Warsh alertou que a inflação não está desacelerando de forma significativa e afirmou que os dirigentes precisam ter confiança de que ela está convergindo para a meta. Caso contrário, disse, a instituição ainda terá trabalho a fazer. O presidente do Fed classificou o objetivo de 2% como uma meta firme e inalterável.

    “Embora os dados de PCE e CPI deste verão tenham vindo melhores do que o esperado, eles não me mostram que as tendências subjacentes melhoraram de forma significativa”, afirmou, segundo a Bloomberg. Warsh acrescentou que as condições financeiras atualmente não são restritivas e que os juros seguem como a principal ferramenta do Fed para cumprir seu mandato.

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    A reação nos Estados Unidos foi imediata e concentrada nos vencimentos curtos. O rendimento do Treasury de dois anos, que costuma responder às expectativas para as decisões de juros de curto prazo do Fed, subiu até 8 pontos-base, alcançando 4,314%, maior patamar desde julho. Na ponta longa, o movimento foi oposto: o papel de 30 anos recuou 1 ponto-base, para 5,179%, enquanto o de dez anos subiu 2 pontos-base, para 4,692%.

    Andressa Durão, economista do ASA, avalia que o discurso foi hawkish (pró alta de juros) e mais completo do que o esperado. Segundo ela, Warsh deu claramente mais peso ao mandato da inflação do que ao do emprego, classificou a economia como forte e resiliente e atribuiu a fraqueza do mercado de trabalho a uma questão de oferta, avaliando que o emprego se encontra em patamar compatível com o pleno emprego.

    Durante o discurso, os investidores ampliaram as apostas em alta de juros nos Estados Unidos já em setembro. A probabilidade de elevação de 25 pontos-base subiu para 43,5% por volta das 11h25, ante 35,7% registrados antes da fala, segundo a ferramenta CME FedWatch. O movimento reverte parte da forte redução observada ao longo do mês, já que no fim de julho essa probabilidade superava 70%.

    No câmbio, o dólar à vista voltou a superar os R$ 5,20 ao longo da manhã. Com a Selic em 14% ao ano, o diferencial de juros vinha sendo apontado como fator favorável à atração de dólares para o país, quadro que agora se altera diante da possibilidade de alta nos EUA e da perspectiva de novos cortes no Brasil.

    No cenário doméstico, o IGP-M caiu 0,22% em agosto, ante recuo de 1,16% em julho, próximo da expectativa de queda de 0,25% em pesquisa da Reuters. Em 12 meses, o índice acumula alta de 2,16%. O IBGE informou ainda que os preços ao produtor recuaram 0,83% em julho, levando o acumulado em 12 meses a uma alta de 1,94%.

    A precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava, na última quarta-feira, 88,5% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em setembro, contra 10,9% de probabilidade de manutenção. Ainda nesta sexta, às 14h30, o dado do Caged mostrará as aberturas formais de vagas de trabalho em julho.

    Veja as taxas do Tesouro Direto às 11h58 desta sexta-feira (28):

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