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    Prefeitura de SP avalia impacto de decisão da Justiça sobre zoneamento; Nunes não descarta novo PL

    O prefeito de São Paulo , Ricardo Nunes ( MDB ), afirmou nesta quinta-feira (27) que a gestão analisa "ponto a ponto" as mudanças na Lei de Zoneamento consideradas inconstitucionais pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça) na quarta-feira (26). Ele declarou que, se for identificada necessidade, encaminhará novo projeto de lei para a Câmara Municipal. Leia mais (08/27/2026 - 19h16)

    Folha de S.Paulo
    27 de agosto de 2026 às 22:16
    Prefeitura de SP avalia impacto de decisão da Justiça sobre zoneamento; Nunes não descarta novo PL
    Homem de cabelo curto e barba rala, vestido com paletó azul e camisa clara, fala em microfone diante de fundo com luminárias pendentes de vidro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O prefeito de São Paulo , Ricardo Nunes ( MDB ), afirmou nesta quinta-feira (27) que a gestão analisa "ponto a ponto" as mudanças na Lei de Zoneamento consideradas inconstitucionais pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça) na quarta-feira (26). Ele declarou que, se for identificada necessidade, encaminhará novo projeto de lei para a Câmara Municipal.

    Ricardo Nunes durante evento na Câmara Municipal em 2025; prefeito comentou sobre decisão judicial em agenda pública nesta quinta-feira (27) - Ronny Santos - 14.abr.2025/Folhapress · Ronny Santos - 14.abr.2025/Folhapress
    Ricardo Nunes durante evento na Câmara Municipal em 2025; prefeito comentou sobre decisão judicial em agenda pública nesta quinta-feira (27) - Ronny Santos - 14.abr.2025/Folhapress · Ronny Santos - 14.abr.2025/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão dos desembargadores envolveu a chamada "revisão da revisão", lei de julho de 2024 cujo projeto era voltado a corrigir imprecisões cartográficas da revisão sancionada em janeiro do mesmo ano e alinhá-la à nova carta geotécnica (que aponta áreas aptas à urbanização).

    O tribunal considerou, contudo, que as mudanças aprovadas em julho foram mais expressivas do que o "ajuste fino" apontado ao longo da tramitação do projeto. Desse modo, determinou a anulação do mapa que as demarcou.

    Os desembargadores aprovaram uma modulação para resguardar atos administrativos, alvarás e obras datados até a publicação do acórdão.

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    Além disso, os efeitos não serão imediatos, porque sua eficácia depende do esgotamento de todos os recursos. Isto é, ocorrerá uma aplicação retroativa posteriormente aos atos praticados após a publicação do acórdão assim que o processo estiver em trânsito em julgado.

    À imprensa em agenda sobre outro tema, Nunes disse que estava mais preocupado com uma eventual decisão contrária ao mapa da revisão do zoneamento, lei que alterou as regras de altura, uso permitido e proteção ambiental de cerca de 7,5% dos lotes da cidade, de acordo com dados municipais.

    "Não é algo tão grave", afirmou. Ele chamou a situação, porém, de uma interferência do Judiciário na autonomia do Legislativo, que realizou três audiências públicas e aprovou a mudança em plenário. "A gente vai fazer a análise. Se tiver algo importante, envia [outro projeto] para a Câmara", completou.

    Por ora, não há levantamento público de todos os locais com o zoneamento alterado na "revisão da revisão". Quinze mudanças são mais evidentes porque foram listadas em artigos da lei, ligados a emendas parlamentares.

    Em nota, a Câmara e a prefeitura responderam que avaliam a possibilidade de apresentar recursos.

    A ação direta de inconstitucionalidade foi movida pela Procuradoria-Geral de Justiça, que defendeu que o processo de divulgação e participação popular foi prejudicado pelo formato de veiculação dos mapas (em arquivos de imagem, com zoom limitado e em preto e branco) e pelas mudanças às vésperas da votação final.

    A modulação definida é voltada a trazer segurança jurídica e evitar onda de litígios. O julgamento foi realizado pelo Órgão Especial, formado por 25 desembargadores: o presidente do TJ-SP, os 12 mais antigos e 12 eleitos. O colegiado é responsável por deliberar sobre ações de inconstitucionalidade, entre outras atribuições.

    Relator da ação, o desembargador Carlos Eduardo Donegá Morandini leu declaração feita em audiência pública de que o projeto não mudaria regras de construção em miolos de bairro e não faria expansão de eixos, entre outras mudanças mais expressivas.

    "Aprovou-se mudança substantiva à matéria objeto da ação", declarou. "Houve verdadeiro desvirtuamento do objetivo."

    Ao menos 15 alterações pontuais em quadras e terrenos específicos entraram em vigor em distritos como Tremembé, na zona norte, e Vila Mariana, na zona sul, entre outros.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/prefeitura-de-sp-avalia-impacto-de-decisao-da-justica-sobre-zoneamento-nunes-nao-descarta-novo-pl.shtml.

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    Ricardo Nunes durante evento na Câmara Municipal em 2025; prefeito comentou sobre decisão judicial em agenda pública nesta quinta-feira (27) - Ronny Santos - 14.abr.2025/Folhapress · Ronny Santos - 14.abr.2025/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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