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    Prefeito que comandou resposta à Covid em Wuhan, na China, é condenado por corrupção

    Justiça apontou que o político recebeu mais de R$ 45 milhões em propinas ao longo de duas décadas

    UOL
    12 de outubro de 2026 às 20:00
    Prefeito que comandou resposta à Covid em Wuhan, na China, é condenado por corrupção
    Homem de cabelo curto e escuro usa máscara cirúrgica azul e casaco escuro durante entrevista em estúdio de TV. Fundo escuro com iluminação azul e texto em chinês na tela. — Foto: UOL

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    O ex-prefeito de Wuhan, cidade da China onde foi identificado o primeiro surto conhecido de Covid-19 , foi condenado a 14 anos de prisão por corrupção nesta segunda-feira (12). Zhou Xianwang também foi multado em 5 milhões de yuans (cerca de R$ 3,7 milhões).

    O prefeito de Wuhan, Zhou Xianwang, durante entrevista à emissora estatal chinesa - Reprodução/CCTV · Reprodução/CCTV
    O prefeito de Wuhan, Zhou Xianwang, durante entrevista à emissora estatal chinesa - Reprodução/CCTV · Reprodução/CCTV — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A sentença foi anunciada pelo Tribunal Popular Intermediário de Shangqiu, na província de Henan. Segundo a decisão, Zhou aceitou subornos que somaram mais de 60,5 milhões de yuans (R$ 45 milhões).

    Segundo o tribunal, entre 2003 e 2025, o ex-prefeito utilizou diferentes cargos que ocupou na província de Hubei para beneficiar empresas e indivíduos em questões relacionadas a operações comerciais e aprovações administrativas. Em troca, recebeu dinheiro e bens de alto valor.

    A corte afirmou que a quantia envolvida era "especialmente elevada", mas decidiu reduzir a pena por considerar que Zhou confessou os crimes, colaborou com as autoridades e teve a maior parte dos recursos obtidos ilegalmente recuperada.

    Veja imagens da pandemia de Covid-19
    Veja imagens da pandemia de Covid-19 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Zhou foi colocado sob investigação em julho de 2024 por supostas "graves violações da disciplina e da lei", expressão comumente utilizada pelas autoridades chinesas para casos de corrupção.

    Embora tenha sido alvo de críticas pela condução dos primeiros momentos da pandemia de Covid-19 em Wuhan, a decisão judicial não faz referência à crise sanitária e se concentra exclusivamente nas acusações de suborno.

    Em entrevistas após o início da pandemia, Zhou havia afirmado que governos locais na China não podem divulgar informações sobre doenças infecciosas sem autorização das autoridades centrais.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os primeiros casos da doença surgiram em Wuhan em dezembro de 2019 . Pacientes chegaram aos hospitais da cidade com sintomas semelhantes aos da gripe, como febre alta, tosse e dificuldades respiratórias.

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    Pouco depois, um laboratório chinês conseguiu sequenciar quase integralmente o novo vírus e alertou as autoridades de saúde, mas as informações não foram divulgadas publicamente.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em meados de janeiro de 2020, autoridades sanitárias chinesas reconheceram internamente que havia indícios de transmissão entre humanos e determinaram preparativos emergenciais para uma possível pandemia. Em público, porém, minimizaram a capacidade de transmissão do vírus.

    Com o avanço das infecções, Wuhan entrou em lockdown em 23 de janeiro de 2020. As restrições permaneceram em vigor por 76 dias. À época, a gestão foi criticada pela demora em informar o caso às autoridades. Em 2022, estudos apontaram que a pandemia começou em um mercado da cidade.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/prefeito-que-comandou-resposta-a-covid-em-wuhan-na-china-e-condenado-por-corrupcao.shtml.

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    O prefeito de Wuhan, Zhou Xianwang, durante entrevista à emissora estatal chinesa - Reprodução/CCTV · Reprodução/CCTV — Foto: UOL

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