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    Preços mundiais dos alimentos atingem maior nível desde 2022 com guerras e El Niño, diz FAO

    Os preços mundiais dos alimentos subiram em agosto para o nível mais alto desde o final de 2022, à medida que condições climáticas adversas e perturbações causadas pelas guerras no Irã e na Ucrânia aumentaram a preocupação com o abastecimento de alimentos básicos , informou a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura ) nesta sexta-feira (4) . Leia mais (09/04/2026 - 10h59)

    Folha de S.Paulo
    4 de setembro de 2026 às 13:59
    Preços mundiais dos alimentos atingem maior nível desde 2022 com guerras e El Niño, diz FAO
    Mulher segura prato com arroz e feijão em sua casa em Salvador — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os preços mundiais dos alimentos subiram em agosto para o nível mais alto desde o final de 2022, à medida que condições climáticas adversas e perturbações causadas pelas guerras no Irã e na Ucrânia aumentaram a preocupação com o abastecimento de alimentos básicos , informou a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura ) nesta sexta-feira (4) .

    Mulher segura prato com arroz e feijão em sua casa em Salvador - Rafaela Araújo - 06.dez.22/Folhapress · Rafaela Araújo - 06.dez.22/Folhapress
    Mulher segura prato com arroz e feijão em sua casa em Salvador - Rafaela Araújo - 06.dez.22/Folhapress · Rafaela Araújo - 06.dez.22/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O calor extremo e a seca na Europa, a ameaça de um fenômeno climático El Niño severo e as turbulências comerciais causadas pelas guerras na Ucrânia e no Irã abalaram os mercados agrícolas , levando os preços dos grãos a máximas de três anos e os do açúcar a um pico de um ano.

    O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities alimentícias comercializadas internacionalmente, registrou média de 133,3 pontos em agosto, acima dos 130,8 pontos revisados de julho.

    Esse foi o maior valor desde novembro de 2022, embora esteja quase 17% abaixo do pico recorde registrado em março de 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O aumento dos preços globais dos alimentos em agosto é um alerta de que o prêmio de risco está retornando aos mercados de alimentos: choques climáticos, tensões geopolíticas e interrupções na logística comercial estão convergindo para restringir as expectativas de oferta", afirmou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero.

    Os índices de referência da FAO para cereais, óleos vegetais, açúcar, carne e laticínios subiram em agosto.

    As condições climáticas extremas na Europa afetaram as perspectivas para as safras de milho e beterraba sacarina, bem como a produção pecuária, enquanto o El Niño previsto alimentou preocupações com a produção de óleo de palma e açúcar na Ásia, informou a organização.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A escalada dos ataques no Mar Negro reduziu os embarques de grãos da Rússia e da Ucrânia em meio à guerra que já dura quatro anos e meio, enquanto o conflito entre os EUA e o Irã estava prejudicando o fluxo de fertilizantes para as culturas.

    Entre as categorias de alimentos, o índice de preços de cereais da FAO subiu 2,2% em relação ao mês anterior, atingindo o nível mais alto desde maio de 2024, e o índice de óleos vegetais subiu 0,6%, atingindo uma máxima desde junho de 2022.

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    O índice de referência da agência para o açúcar saltou 11,9%, atingindo o maior nível desde junho de 2025, com a menor produção na crucial região centro-sul do Brasil somando-se às preocupações climáticas na Europa e na Ásia.

    Os preços do trigo dispararam 15% em comparação com o ano passado. Entre as causas citadas estão, em particular, as "persistentes interrupções nos fluxos de exportação no mar Negro" relacionadas à guerra entre Rússia e Ucrânia.

    Já o preço do milho subiu 2,5% em um mês, impulsionado por perspectivas de menor produtividade em algumas regiões dos Estados Unidos e da Europa, por custos mais altos de fertilizantes devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz e uma forte demanda por biocombustíveis.

    A carne bovina é uma exceção com queda nos preços devido ao aumento da concorrência entre produtores australianos e brasileiros nos mercados globais , após a imposição de cotas de importação pela China.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/precos-mundiais-dos-alimentos-atingem-maior-nivel-desde-2022-com-guerras-e-el-nino-diz-fao.shtml.

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    Mulher segura prato com arroz e feijão em sua casa em Salvador - Rafaela Araújo - 06.dez.22/Folhapress · Rafaela Araújo - 06.dez.22/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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