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    Preços de imóveis sobem 14,7% em 12 meses, mas ritmo de valorização perde força pelo 5º mês

    Os preços dos imóveis residenciais voltaram a subir em agosto, mas em um ritmo menor do que no começo do ano. Leia mais (09/29/2026 - 16h16)

    Folha de S.Paulo
    29 de setembro de 2026 às 19:16
    Preços de imóveis sobem 14,7% em 12 meses, mas ritmo de valorização perde força pelo 5º mês
    — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os preços dos imóveis residenciais voltaram a subir em agosto, mas em um ritmo menor do que no começo do ano.

    Placas de venda de imóveis na rua Gabriele D'Annunzio no bairro do Itaim BIbi, zona sul de São Paulo; índice mostra que os preços continuam avançando em 2026, embora em ritmo menos intenso do que nos dois anos anteriores - Zanone Fraissat -
    Placas de venda de imóveis na rua Gabriele D'Annunzio no bairro do Itaim BIbi, zona sul de São Paulo; índice mostra que os preços continuam avançando em 2026, embora em ritmo menos intenso do que nos dois anos anteriores - Zanone Fraissat - — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O IGMI-R (Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial) subiu 0,87% em agosto, depois de avançar 0,61% em julho. Quando se olha para um período mais longo, porém, o cenário é outro. A alta acumulada em 12 meses caiu pelo quinto mês consecutivo e chegou a 14,73%. Em março, os preços acumulavam valorização de quase 20% nessa mesma comparação.

    Divulgado nesta terça-feira (29) pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o índice mostra que, mesmo com a perda de ritmo, a valorização dos imóveis continua acima da inflação —4,22%, no período.

    Os preços também avançaram mais que os aluguéis. O IVAR, índice da FGV que acompanha a variação dos contratos de locação residencial, acumulou alta de 5,09% em 12 meses.

    Apartamentos ampliam metragens e cobram até R$ 40 mil por metro quadrado
    Apartamentos ampliam metragens e cobram até R$ 40 mil por metro quadrado — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo a Abecip, a diferença entre os indicadores reforça que o comportamento dos preços de venda não pode ser explicado apenas pela evolução dos custos das incorporadoras. Oferta disponível, demanda, condições de crédito e características específicas de cada mercado também influenciam a formação dos preços.

    Entre janeiro e agosto, o IGMI-R acumulou alta de 6,56%. O resultado ficou abaixo dos 10,19% registrados no mesmo período de 2025 e dos 9% de 2024, mas ainda supera as taxas observadas entre 2016 e 2019 e em 2023.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O movimento, no entanto, não é uniforme. A diferença entre as capitais pesquisadas pela Abecip mostra mercados imobiliários em momentos distintos, com Recife e Porto Alegre apresentando valorização bem acima da média nacional e Fortaleza na outra ponta.

    Os preços residenciais na capital pernambucana subiram 12,04% nos oito primeiros meses do ano e acumulam alta de 25,81% em 12 meses, a maior entre as dez capitais acompanhadas pelo índice.

    Curitiba aparece em seguida na comparação anual, com valorização de 21,19%, seguida por Salvador, com 19,20%, Brasília, com 18,41%, e Porto Alegre, com 16,66%.

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    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em agosto, Porto Alegre registrou a maior alta mensal, de 1,66%, seguida por Belo Horizonte, com 1,65%, e Recife, com 1,44%.

    Curitiba foi a única capital a registrar queda no mês, de 0,23%, mas mantém uma das maiores valorizações no acumulado do ano, de 8,82%.

    Na capital paulista, os preços avançaram 0,81% em agosto, depois de uma alta de 0,25% em julho. No acumulado do ano, entretanto, São Paulo registra valorização de 5,57%, abaixo dos 6,56% do índice nacional.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/precos-de-imoveis-sobem-147-em-12-meses-mas-ritmo-de-valorizacao-perde-forca-pelo-5o-mes.shtml.

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    Placas de venda de imóveis na rua Gabriele D'Annunzio no bairro do Itaim BIbi, zona sul de São Paulo; índice mostra que os preços continuam avançando em 2026, embora em ritmo menos intenso do que nos dois anos anteriores - Zanone Fraissat - — Foto: Folha de S.Paulo

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