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    Preço do petróleo volta a assustar o mundo e o Brasil

    A cotação do barril de petróleo Brent voltou a superar US$ 100 pela primeira vez desde julho , em movimento que se intensificou com novas hostilidades no Oriente Médio . Ainda mais impactantes para a inflação global, os preços de derivados como o diesel batem recorde, chegando a US$ 6 o galão nos Estados Unidos . Leia mais (09/14/2026 - 22h00)

    Folha de S.Paulo
    15 de setembro de 2026 às 01:00
    Preço do petróleo volta a assustar o mundo e o Brasil
    Seis barcos tradicionais de madeira ancorados em mar calmo sob céu nublado, vistos a partir de uma costa rochosa desfocada em primeiro plano. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Embarcações próximas ao estreito de Hormuz, vistas da orla de Musandam (Omã) - Stringer - 31.ago.26/Reuters · Stringer - 31.ago.26/Reuters
    Embarcações próximas ao estreito de Hormuz, vistas da orla de Musandam (Omã) - Stringer - 31.ago.26/Reuters · Stringer - 31.ago.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A cotação do barril de petróleo Brent voltou a superar US$ 100 pela primeira vez desde julho , em movimento que se intensificou com novas hostilidades no Oriente Médio . Ainda mais impactantes para a inflação global, os preços de derivados como o diesel batem recorde, chegando a US$ 6 o galão nos Estados Unidos .

    A normalização do estreito de Hormuz continua incompleta e pode se arrastar até 2027 , segundo alerta da Agência Internacional de Energia. O tráfego, que chegou a 8 milhões de barris diários em agosto, despencou com novos ataques de lado a lado.

    Como rota alternativa, a Arábia Saudita ampliara o uso do oleoduto Leste-Oeste, canal de exportação pelo Mar Vermelho, e transportava recentemente até 5 milhões de barris por dia. Ataques de rebeldes houthis do Iêmen interromperam essa via.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Soma-se a isso a redução do refino da Rússia , grande fornecedor mundial de diesel, devido a ataques ucranianos. O resultado é um choque ainda maior nos derivados do que no petróleo bruto.

    No Brasil, o diesel é o elo mais sensível. Combustível da logística e da agropecuária, seu encarecimento se espalha por fretes e cadeias industriais e pela safra que se inicia, já sob o risco do fenômeno climático El Niño .

    O país importa algo entre 25% e 30% do consumo, e ao menos dois terços dessas compras são feitas por empresas privadas, que repassam cotações internacionais. A Petrobras é responsável pela menor parte e arca com o peso de evitar reajustes, como quer o Palácio do Planalto.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Com os preços em alta, o governo Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) optou por ampliar subvenções às vésperas da eleição presidencial. Um novo pacote reduz o PIS/Cofins da gasolina em R$ 0,63 por litro e cria subsídio adicional de R$ 1 para o diesel, que se soma ao R$ 1,12 vigente até setembro.

    O custo mensal das medidas recentes chega a R$ 7 bilhões , enquanto a defasagem do diesel da Petrobras ante o produto importado se amplia, superando R$ 3 por litro em algumas medições.

    Quanto à gasolina, a Petrobras provocou estranheza na semana passada ao anunciar um aumento de preço e recuar poucas horas depois, sem justificativa. Foi inevitável a desconfiança de uma intervenção política às vésperas de uma eleição acirrada.

    É compreensível que o governo tente limitar o impacto doméstico da guerra sobre a inflação e os custos de produção. O uso de recursos orçamentários, porém, precisa ser temporário e calibrado à luz de outras prioridades, em prol do erário e do abastecimento de combustíveis.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/09/preco-do-petroleo-volta-a-assustar-o-mundo-e-o-brasil.shtml.

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    Embarcações próximas ao estreito de Hormuz, vistas da orla de Musandam (Omã) - Stringer - 31.ago.26/Reuters · Stringer - 31.ago.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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