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    Preço do diesel no Brasil dispara com retomada da guerra no Irã e ameaça às exportações dos EUA

    O preço do diesel S-10 disparou nos postos brasileiros nas últimas semanas, como reflexo de repasses de aumento de custos por importadores privados. Em apenas um mês, houve alta de 7%, ou R$ 0,47 por litro, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo , Gás e Biocombustíveis). Leia mais (10/05/2026 - 15h09)

    Folha de S.Paulo
    5 de outubro de 2026 às 18:09
    Preço do diesel no Brasil dispara com retomada da guerra no Irã e ameaça às exportações dos EUA
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O preço do diesel S-10 disparou nos postos brasileiros nas últimas semanas, como reflexo de repasses de aumento de custos por importadores privados. Em apenas um mês, houve alta de 7%, ou R$ 0,47 por litro, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo , Gás e Biocombustíveis).

    Posto de gasolina em São Paulo: subsídios com combustíveis já somam mais de R$ 15 bilhões. - Rafaela Araújo - 08.ago.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 08.ago.25/Folhapress
    Posto de gasolina em São Paulo: subsídios com combustíveis já somam mais de R$ 15 bilhões. - Rafaela Araújo - 08.ago.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 08.ago.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Importadores dizem que o movimento reflete a escalada das cotações internacionais provocada primeiro pela retomada da guerra no Irã e depois pela ameaça de interrupção das exportações americanas feita pelo presidente dos Estados Unidos , Donald Trump .

    As refinarias americanas despontaram como principal alternativa global de suprimento com o fechamento de refinarias no Oriente Médio e na Rússia, em guerra com a Ucrânia desde 2022. Em outubro, respondem por 80% das importações brasileiras do combustível.

    "Os estoques [de diesel] estão muito baixos no mundo inteiro. Com isso, a oferta cai e o produto fica supervalorizado", diz Sergio Araújo, presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

    A imagem mostra uma mão segurando um bico de abastecimento amarelo, que está sendo inserido em um tanque de combustível de um carro. O fundo é desfocado, mas sugere um posto de gasolina.
    A imagem mostra uma mão segurando um bico de abastecimento amarelo, que está sendo inserido em um tanque de combustível de um carro. O fundo é desfocado, mas sugere um posto de gasolina. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    De acordo com a ANP, o preço do diesel S-10 nos postos brasileiros bateu R$ 7,35 por litro na última semana. É o maior valor desde o fim de abril. Já são quatro semanas de alta desde os R$ 6,88 por litro registrados na primeira semana de setembro.

    O custo para importar o produto subiu 7% no mesmo período, segundo estimativa feita em parceria pela StoneX e pela Abicom. Na abertura do mercado desta segunda-feira (5), o valor de paridade de importação do produto no porto de Paulínia era de R$ 6,70 por litro.

    O Brasil importa cerca de 30% do consumo do combustível. O restante é vendido pela Petrobras e pela refinaria privada Acelen. A estatal aumentou o preço do produto em suas refinarias há duas semanas, mas em valor equivalente a um novo subsídio criado pelo governo .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A refinaria Acelen, que tem vendas focadas na região Nordeste, faz reajustes mais frequentes. Em setembro, elevou o preço médio do diesel S-10 em cerca de R$ 0,50 por litro, dependendo da base de entrega. No início de outubro, promoveu outro aumento, de R$ 0,50 por litro.

    Somados, os aumentos também equivalem ao valor do novo subsídio: R$ 1 por litro. Além desse valor, o governo Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) dá a produtores e importadores um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel.

    Até o momento, o governo já gastou R$ 15,4 bilhões em subsídios a combustíveis líquidos (diesel e gasolina, a maior parte do valor para o primeiro), de acordo com a ANP. Maior vendedora do país, a Petrobras diz já ter recebido R$ 13 bilhões.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Araújo, da Abicom, diz que o mercado olha com atenção as ameaças de Trump sobre as exportações americanas. "A situação é bem crítica. Se os Estados Unidos realmente proibirem a exportação, novembro vai ser preocupante", afirma.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/preco-do-diesel-no-brasil-dispara-com-retomada-da-guerra-no-ira-e-ameaca-as-exportacoes-dos-eua.shtml.

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