Preço da cesta básica cai em 25 de 27 capitais em agosto de 2026
São Paulo tem cesta mais cara do país, a R$ 900,59; salário mínimo necessário sobe para R$ 7.565,86, diz Dieese

São Paulo tem cesta mais cara do país, a R$ 900,59; salário mínimo necessário sobe para R$ 7.565,86, diz Dieese
O custo da cesta básica de alimentos recuou em 25 das 27 capitais brasileiras em agosto de 2026, impulsionado pela maior oferta de produtos de hortifruti, como batata e tomate.
Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta 5ª feira (10.set.2026) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Eis a íntegra (PDF – 862 kB).

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Apenas duas capitais tiveram alta no mês:
No acumulado do ano, as 27 capitais registram alta no custo da cesta básica, com taxas de 2,82% em Brasília a 12,29% em Porto Velho (RO).
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o custo da cesta subiu em 25 capitais e caiu em duas:
São Paulo manteve o posto de capital com a cesta básica mais cara do Brasil, a R$ 900,59, mesmo com queda de 1,58% no mês. Em seguida aparecem:
Nas regiões Norte e Nordeste, onde a cesta tem composição própria, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).
Segundo a Conab, a queda disseminada da cesta em agosto foi puxada por itens de hortifruti:
Em sentido contrário, pressionaram a alta:
Com base na cesta mais cara do país, o Dieese calcula todos os meses o valor do salário mínimo necessário para cobrir as despesas constitucionais de uma família de 4 pessoas —alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Em agosto de 2026, o piso ideal foi estimado em R$ 7.565,86, equivalente a 4,67 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.621,00. Em julho, o valor necessário era de R$ 7.687,01 (4,74 vezes o mínimo oficial).
O tempo médio de trabalho exigido para comprar os itens da cesta básica nas 27 capitais foi de 98 horas e 37 minutos em agosto, melhora em relação às 100 horas e 24 minutos de julho.
Já o comprometimento do rendimento líquido do trabalhador —depois do desconto de 7,5% da Previdência Social— ficou em 48,46% para a compra dos alimentos básicos.
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos é divulgada mensalmente pela Conab em parceria com o Dieese e cobre as 27 capitais brasileiras.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/preco-da-cesta-basica-cai-em-25-de-27-capitais-em-agosto-de-2026/.

No acumulado do ano, as 27 capitais registram alta no custo da cesta básica, com taxas de 2,82% em Brasília a 12,29% em Porto Velho — Foto: Poder360
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