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    Por que Yuri Alberto não pode jogar Libertadores? Entenda novo cenário

    Atacante do Corinthians teve regressão na recuperação de lesão na coxa devido ao surgimento de uma fibrose muscular; camisa 9 ainda não tem previsão pra retomar trabalhos em campo

    CNN Brasil
    9 de setembro de 2026 às 20:30
    Por que Yuri Alberto não pode jogar Libertadores? Entenda novo cenário
    Foto: CNN Brasil

    O atacante Yuri Alberto não entra em campo pelo Corinthians na partida de ida das quartas de final da Libertadores, contra o Estudiantes , na Argentina, nesta quarta-feira (9). O jogador sofreu um recuo no processo de reabilitação de uma lesão na parte posterior da coxa direita por conta de uma complicação causada por fibrose durante a cicatrização.

    Após ser liberado pelo departamento médico para a fase de transição física e participar de dois treinos com o elenco, o atleta voltou a sentir dores durante uma corrida no dia 27 de agosto. Yuri ainda não tem previsão para retomar os trabalhos em campo e sua presença na partida de volta , marcada para o dia 16 de setembro, ainda é incerta.

    A fibrose surge como parte do processo de recuperação orgânica após uma agressão às fibras do músculo.

    Yuri Alberto comemora gol de empate na Neo Química Arena contra o Flamengo • Rodrigo Coca/Agência Corinthians · • Rodrigo Coca/Agência Corinthians
    Yuri Alberto comemora gol de empate na Neo Química Arena contra o Flamengo • Rodrigo Coca/Agência Corinthians · • Rodrigo Coca/Agência Corinthians — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    "A fibrose é, basicamente, o tocedio de cicatrização que se forma depois de uma lesão muscular. Quando ocorre uma ruptura de fibras musculares, o organismo precisa reparar aquela região e, nesse processo, produz tecido rico em colágeno, uma espécie de cicatriz", explica o Dr. Bruno Canizares, ortopedista e traumatologista do esporte.

    Segundo o especialista, a formação do tecido é esperada, mas pode virar um obstáculo quando perde flexibilidade ou não atinge a maturação necessária para suportar exigências físicas extremas.

    "O problema é quando a cicatriz fica mais rígida ou ainda não está suficientemente remoldada para suportar as cargas às quais o músculo será submetido, principalmente em um atleta de alto rendimento", afirma.

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    Um dos pontos centrais no tratamento de lesões musculares em futebolistas é a distinção entre a ausência de sintomas nas atividades cotidianas e a aptidão para a competição de elite.

    "Estar sem dor não significa necessariamente estar pronto para voltar ao esporte. O atleta pode estar completamente assintomático nas atividades do dia a dia e até em exercícios leves, mas o futebol profissional exige uma capacidade muito maior do músculo: corrida em alta velocidade, aceleração, desaceleração, mudança de direção e sprint", aponta o traumatologista.

    A avaliação médica vai além do relato do paciente e envolve testes de força, mobilidade, controle neuromuscular e tolerância progressiva a cargas. Durante movimentos de sprint na musculatura posterior da coxa, o tecido é submetido a altíssima exigência de força e alongamento simultâneos.

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    Caso a cicatrização ainda seja frágil ou a progressão de esforço ocorra de forma precipitada, a região pode voltar a sofrer microtraumas.

    Pressionados por partidas decisivas e cronogramas apertados, clubes e atletas muitas vezes enfrentam o dilema entre aguardar a regeneração completa ou antecipar o retorno. Do ponto de vista técnico, acelerar o processo traz riscos graves para a carreira do jogador.

    "Sem dúvida, do ponto de vista médico, o maior risco é voltar antes. Alguns dias a mais podem significar perder um pouco de ritmo de jogo ou condicionamento específico, coisas que normalmente conseguimos recuperar. Voltar antes de o tecido estar preparado pode provocar uma nova ruptura", alerta Canizares.

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    Ainda segundo o especilaista, episódios de reincidência tender a aumentar a gravidade e a extensão da lesão , o que transforma pequenos período de afastamento em longas semanas de tratamento.

    "Principalmente no futebol profissional, existe sempre pressão por calendário e por jogos decisivos, mas biologicamente o músculo não sabe se a próxima partida é um amistoso ou uma final de Libertadores. Ele precisa estar preparado para suportar a carga", conclui o médico.

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    Chá ou café muito quente triplicam risco de câncer, diz estudo — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/por-que-yuri-alberto-nao-pode-jogar-libertadores-entenda-novo-cenario/.

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    Yuri Alberto comemora gol de empate na Neo Química Arena contra o Flamengo • Rodrigo Coca/Agência Corinthians · • Rodrigo Coca/Agência Corinthians — Foto: CNN Brasil

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