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    Por que ocorre sangramento nasal? Entenda quando é preciso procurar um médico

    Sangrar pelo nariz é comum e, na maioria das vezes, não representa um problema grave. O quadro, chamado de epistaxe, costuma estar relacionado a situações como ressecamento da mucosa nasal, resfriados, rinite , sinusite ou pequenos traumas. Mas episódios frequentes, muito intensos ou que não cessam após alguns minutos exigem atenção e podem precisar de avaliação médica. Leia mais (09/26/2026 - 10h01)

    Folha de S.Paulo
    26 de setembro de 2026 às 13:01
    Por que ocorre sangramento nasal? Entenda quando é preciso procurar um médico
    Close no rosto de um homem jovem com algodão branco inserido na narina esquerda. Fundo desfocado com luzes pontuais. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Sangrar pelo nariz é comum e, na maioria das vezes, não representa um problema grave. O quadro, chamado de epistaxe, costuma estar relacionado a situações como ressecamento da mucosa nasal, resfriados, rinite , sinusite ou pequenos traumas. Mas episódios frequentes, muito intensos ou que não cessam após alguns minutos exigem atenção e podem precisar de avaliação médica.

    Torcedor com um curativo no nariz para estancar o sangramento assiste a uma luta durante o UFC Freedom 250, no UFC Fan Fest realizado no Ellipse, próximo à Casa Branca, em Washington - Nathan Howard - 14.jun.26/Reuters · Nathan Howard - 14.
    Torcedor com um curativo no nariz para estancar o sangramento assiste a uma luta durante o UFC Freedom 250, no UFC Fan Fest realizado no Ellipse, próximo à Casa Branca, em Washington - Nathan Howard - 14.jun.26/Reuters · Nathan Howard - 14. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As crianças entre 2 e 10 anos estão entre as mais propensas ao problema. Nessa faixa etária, a mucosa nasal é mais fina e sensível, além de ser comum o hábito de colocar o dedo no nariz, o que pode provocar pequenas lesões e romper vasos sanguíneos. Os idosos também apresentam maior risco, em parte pela maior fragilidade dos vasos e pelo uso frequente de medicamentos como anticoagulantes e anti-inflamatórios.

    Outros fatores também podem favorecer a epistaxe, como clima frio e seco, assoar o nariz com força, traumas locais, uso prolongado de descongestionantes nasais em spray e alterações de pressão atmosférica, como as que ocorrem durante mergulhos ou em viagens para locais com altitude muito diferente.

    Na maioria dos casos, o sangramento é isolado e para espontaneamente. Durante o episódio, a recomendação é sentar-se e inclinar levemente a cabeça para a frente. "O ideal é pedir para que a pessoa se sente e incline levemente a cabeça para frente, ao invés de para trás, como a maioria acredita, pois a cabeça elevada não controla o sangramento e ainda faz com que o líquido escorra para a garganta e o indivíduo acabe engolindo o sangue", explica o médico Luciano Gregório, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em seguida, deve-se comprimir a parte mole do nariz com os dedos, como uma pinça, por cerca de 3 a 5 minutos. "Colocar pedaços de algodão nas narinas também é uma boa ideia. Ainda é indicado utilizar uma substância constritora nasal com o algodão, deixando o tratamento mais eficaz, fazer uma compressa fria sobre o nariz, e evitar assoá-lo com força nas horas seguintes", recomenda o otorrinolaringologista Pedro Wey, do Einstein Hospital Israelita.

    Manter a mucosa nasal e o ambiente adequadamente umidificados também pode ajudar a prevenir novos episódios, especialmente em períodos de clima seco.

    Se o sangramento não parar após 15 a 30 minutos de compressão, é indicado procurar atendimento médico. A avaliação também é importante quando os episódios são recorrentes ou muito intensos ou quando aparecem acompanhados de outros sinais, como manchas roxas pelo corpo, sangramentos em outras regiões, obstrução nasal ou histórico familiar de distúrbios de coagulação.

    Na consulta, o otorrinolaringologista pode investigar a origem do sangramento e identificar se ele é anterior ou posterior. A epistaxe anterior ocorre na parte da frente do nariz, onde há uma grande concentração de vasos sanguíneos frágeis, e corresponde à maioria dos casos — cerca de 90%, segundo Wey. Em geral, é mais simples de controlar.

    Quando necessário, o médico pode realizar a cauterização química do vaso que está sangrando. Também podem ser indicadas pomadas ou géis para manter a mucosa hidratada e tratamentos específicos para condições que favorecem a epistaxe, como rinite, sinusite e ressecamento nasal.

    Já a epistaxe posterior ocorre em uma região mais profunda do nariz e tende a ser mais grave. O sangramento pode ser intenso e provocar uma perda significativa de sangue, exigindo atendimento de emergência.

    "Esse tipo de sangramento costuma ser muito intenso, levando à grande perda sanguínea, e normalmente precisa de cirurgia para identificar o ponto do sangramento e fazer uma ligadura da artéria que está sangrando ou uma cauterização elétrica do vaso. Ou ambos", explica o médico do Einstein.

    Sangramento recorrente merece investigação

    Mesmo quando não há uma emergência, episódios repetidos de sangramento nasal não devem ser simplesmente ignorados. Segundo o médico, eles podem estar associados a problemas relativamente comuns, como rinite alérgica e sinusite crônica não tratadas, mas também a desvio de septo, hipertensão arterial não controlada e distúrbios de coagulação.

    Em situações menos frequentes, a epistaxe recorrente pode estar relacionada a tumores nasais ou dos seios da face. Por isso, a repetição dos episódios é um dos principais sinais de que é necessário investigar a causa.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/09/por-que-ocorre-sangramento-nasal-entenda-quando-e-preciso-procurar-um-medico.shtml.

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    Torcedor com um curativo no nariz para estancar o sangramento assiste a uma luta durante o UFC Freedom 250, no UFC Fan Fest realizado no Ellipse, próximo à Casa Branca, em Washington - Nathan Howard - 14.jun.26/Reuters · Nathan Howard - 14. — Foto: Folha de S.Paulo

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