Tecnologia

    Por que o telescópio Roman não vai substituir o James Webb — e sim fazer algo diferente

    Aparelho está programado para decolar em 30 de agosto, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX O post Por que o telescópio Roman não vai substituir o James Webb — e sim fazer algo diferente apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    26 de agosto de 2026 às 01:44
    Por que o telescópio Roman não vai substituir o James Webb — e sim fazer algo diferente
    Foto: Olhar Digital

    A NASA está prestes a lançar um novo observatório espacial que poderá mudar a maneira como os astrônomos estudam o Universo. O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman está programado para decolar em 30 de agosto , a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX , e terá capacidade de observação diferente da oferecida atualmente pelo Hubble e pelo James Webb.

    Embora os três telescópios tenham objetivos científicos em comum, o Roman foi projetado para observar uma área muito maior do céu de uma só vez. Essa característica permitirá realizar grandes levantamentos astronômicos e estudar populações inteiras de galáxias e estrelas , em vez de concentrar a observação em regiões relativamente pequenas.

    O telescópio terá aproximadamente 12,7 metros de comprimento e será colocado em região do espaço próxima ao ponto de Lagrange 2, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

    À esquerda, Hubble; à direita, Roman – Imagem: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA
    À esquerda, Hubble; à direita, Roman – Imagem: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O Roman também observará o Universo em infravermelho , assim como o James Webb. Isso permitirá investigar objetos extremamente distantes e observar regiões que podem ser difíceis de estudar em outros comprimentos de onda.

    A diferença é que o James Webb foi desenvolvido para realizar observações extremamente detalhadas de determinados objetos, enquanto o Roman terá como uma de suas principais vantagens a capacidade de fazer levantamentos amplos. Na prática, os dois telescópios poderão trabalhar juntos.

    O Roman poderá examinar enormes regiões do céu e identificar fenômenos ou objetos interessantes. Depois, os pesquisadores poderão direcionar o James Webb para alguns desses alvos e realizar observações mais detalhadas.

    À esquerda, Hubble; à direita, Roman
    À esquerda, Hubble; à direita, Roman — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A própria NASA descreve o Roman como um observatório que complementará outros grandes telescópios espaciais, e não como um substituto para eles.

    Uma das principais missões do Roman será ajudar os cientistas a compreender a energia escura , um dos maiores mistérios da cosmologia.

    A expansão do Universo está acelerando, mas os cientistas ainda não sabem exatamente o que provoca esse fenômeno. A energia escura é o nome dado àquilo que poderia estar por trás dessa aceleração.

    Rodrigo Mozelli
    Rodrigo Mozelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Ao observar enormes quantidades de galáxias e medir como elas estão distribuídas e evoluíram ao longo do tempo, o Roman poderá fornecer dados importantes para investigar essa questão.

    O telescópio também estudará a matéria escura , que não emite nem reflete luz, mas cuja presença pode ser percebida pelos efeitos gravitacionais que provoca sobre outros objetos.

    Os levantamentos realizados pelo Roman poderão ajudar os pesquisadores a compreender melhor como a matéria está distribuída pelo Universo e como as estruturas cósmicas se formaram e evoluíram.

    À esquerda, Hubble; à direita, Roman – Imagem: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA
    À esquerda, Hubble; à direita, Roman – Imagem: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Outro objetivo importante será procurar planetas fora do Sistema Solar. O Roman utilizará, entre outras técnicas, o fenômeno conhecido como microlente gravitacional . Ele ocorre quando a gravidade de uma estrela ou de outro objeto atua como uma lente e amplia temporariamente a luz de uma estrela mais distante. Esse fenômeno pode revelar a presença de planetas que seriam difíceis de detectar por outros métodos.

    A expectativa é que o Roman encontre milhares de novos exoplanetas durante sua missão. O telescópio também terá capacidade de investigar alguns desses mundos de maneira mais detalhada.

    A chegada do Roman representará, portanto, uma mudança de escala nas pesquisas astronômicas.

    O Hubble revolucionou a observação espacial ao fornecer imagens extremamente detalhadas do Universo em diferentes comprimentos de onda. Décadas depois, o James Webb ampliou essa capacidade ao observar principalmente no infravermelho e investigar algumas das primeiras galáxias formadas após o Big Bang.

    O Roman seguirá uma direção diferente: observar grandes áreas do céu rapidamente e reunir enormes quantidades de dados .

    Essa capacidade permitirá aos astrônomos construir mapas muito mais amplos do Universo, acompanhar sua evolução e encontrar fenômenos que podem passar despercebidos quando a observação está concentrada em regiões menores.

    O lançamento do observatório está previsto para 30 de agosto de 2026 , a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), em um foguete Falcon Heavy da SpaceX. Depois de deixar a Terra, o Roman viajará até o ponto de Lagrange 2, onde deverá realizar sua missão científica.

    O post Por que o telescópio Roman não vai substituir o James Webb — e sim fazer algo diferente apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/25/ciencia-e-espaco/por-que-o-telescopio-roman-nao-vai-substituir-o-james-webb-e-sim-fazer-algo-diferente/.

    Imagem 1
    1 / 4

    À esquerda, Hubble; à direita, Roman – Imagem: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA — Foto: Olhar Digital

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)