Por que o Sudeste recebe mais dinheiro público para fazer cinema do que o restante do país?
Fernanda Torres e Selton Melo falam sobre parceria em 'Ainda Estou Aqui' Reprodução/TV Globo Durante a cerimônia do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, na terça-feira (4), Kleber Mendonça Filho fez um discurso incisivo ao receber o troféu de Melhor Longa-metragem de Ficção por "O Agente Secreto" — que, em situação inédita, foi eleito vencedor empatado nos votos com "Manas". Em sua fala, o diretor pernambucano cobrou uma aproximação da Academia Brasileira de Cinema com realizadores de estados distantes do Sudeste. "Já vim aqui outras vezes com outros filmes e há um ar forte sudestino que
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Fernanda Torres e Selton Melo falam sobre parceria em 'Ainda Estou Aqui' — Foto: Reprodução/TV Globo
Durante a cerimônia do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, na terça-feira (4), Kleber Mendonça Filho fez um discurso incisivo ao receber o troféu de Melhor Longa-metragem de Ficção por "O Agente Secreto" — que, em situação inédita, foi eleito vencedor empatado nos votos com "Manas".
Em sua fala, o diretor pernambucano cobrou uma aproximação da Academia Brasileira de Cinema com realizadores de estados distantes do Sudeste.

"Já vim aqui outras vezes com outros filmes e há um ar forte sudestino que a gente precisa dissipar um pouco na Academia", cobrou Kleber.
A declaração expõe um desbalanço que vai além dos prêmios. Que também está presente na forma como o poder público financia o cinema brasileiro.
Kleber Mendonça Filho durante discurso no Prêmio Grande Otelo, quando defendeu maior aproximação da Academia Brasileira de Cinema com realizadores e produtores de estados fora do Sudeste. — Foto: Divulgação
Segundo o Relatório Anual de Gestão do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), o Sudeste concentrou 66,29% dos recursos investidos pelo fundo em 2025. O equivalente a R$ 374 milhões.
O desequilíbrio fica ainda mais evidente quando o olhar se estreita para dois estados: ainda segundo o levantamento, Rio de Janeiro e São Paulo, juntos, representam 57,25% desse montante. Mais da metade de toda a verba anual do FSA.
Na outra ponta, Norte, Nordeste e Centro-Oeste receberam apenas 22,63% do valor distribuído pelo fundo. Ou seja: juntas, as três regiões somaram menos de um terço do que foi destinado ao Sudeste sozinho.
E não estamos falando de qualquer fundo. Administrado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), o FSA é uma das principais fontes públicas de financiamento do audiovisual brasileiro.
Como os recursos do FSA foram distribuídos pelas regiões do Brasil em 2025? Confira os números e entenda onde o dinheiro público chegou. — Foto: Arte g1
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2026/08/11/por-que-o-sudeste-recebe-mais-dinheiro-publico-para-fazer-cinema-do-que-o-restante-do-pais.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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