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    Por que IPO da Shein não deu certo nos EUA e Inglaterra?

    O número de pequenos pacotes que entram nos EUA com isenção de impostos aumentou em grande parte devido a empresas chinesas como SheIn e Temu. (Foto: Bloomberg) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/08/438985463.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Pressões sobre a cadeira de produção da companhia travaram abertura em ambos os mercados The post Por que IPO da Shein não deu certo nos EUA e Inglaterra? appeared first on InfoMoney .

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    2 de setembro de 2026 às 16:46
    Por que IPO da Shein não deu certo nos EUA e Inglaterra?
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    O número de pequenos pacotes que entram nos EUA com isenção de impostos aumentou em grande parte devido a empresas chinesas como SheIn e Temu. (Foto: Bloomberg)

    A gigante de ultra fast fashion, Shein, concluiu sua abertura de capital na bolsa de Hong Kong, após um processo de anos para realizar a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Ao longo desse período, a companhia mirou uma entrada em bolsas dos Estados Unidos e da Inglaterra. Ambas fracassadas.

    O primeiro não veio em 2024, quando a Shein tentou abrir capital nos Estados Unidos. Na época, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) informou que o regulador não recomendaria um IPO nos EUA devido a problemas na cadeia de suprimentos da empresa.

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    Em maio do mesmo ano, uma reportagem da Associated Press informou que um grupo bipartidário de duas dezenas de legisladores pediu à comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para colocar um freio no IPO. O grupo pedia que fosse verificado se a varejista online não utilizava trabalho forçado da população uigur, predominantemente muçulmana do país.

    Algumas semanas antes, a Shein também sofria pressão de outro grupo. Uma coalizão anônima de “indivíduos e empresas com ideias semelhantes” chamada “Shut Down Shein”, foi lançada com o objetivo de aumentar o escrutínio sobre a empresa em Washington e impedir sua entrada no mercado dos EUA.

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    Em um raro caso de acordo bipartidário no país, políticos republicanos e democratas pediram investigações sobre a Shein e as alegações de trabalho forçado.

    Marco Rubio, atual secretaria de estado dos Estados Unidos e então senador, estava entre os políticos que pediram à SEC que bloqueasse a listagem a Shein. Os políticos pediam que a empresa divulgasse mais sobre suas operações.

    Enquanto o cenário nos EUA ficava cada vez mais pressionado, a Shein começou a estudar a possibilidade de listar suas ações na Bolsa de Valores de Londres (LSE).

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    Após um ano de forte crescimento na operação no país, em abril de 2024, a Shein submeteu um prospecto à autoridade reguladora do Reino Unido (FCA). O documento chegou a ser aprovado pelo órgão britânico, mas as pressões não foram menores que as dos EUA.

    Em junho, críticos já alertavam que uma listagem da Shein em Londres poderia transformar a cidade em um mercado para o qual empresas recorreriam quando não houvessem outras opções.

    De acordo com uma reportagem da Bloomberg na época, o grupo alegava sobre o histórico ambiental, social e de governança da empresa. O documento incluía, ainda, as alegações de políticos dos EUA sobre a produção da companhia e sua ligação com o trabalho forçado.

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    Uma investigação da União Europeia, mais tarde, acabou concluindo que a empresa havia violado as leis de proteção ao consumidor. Conforme uma matéria da CNBC, a empresa foi julgada por ter utilizado descontos falsos, vendas sob pressão e informações enganosas aos compradores sobre alegações de sustentabilidade.

    Ainda que a entrada da Shein no mercado de Londres fosse vista por muitos como uma possibilidade de recuperar os IPOs na cidade, alguns analistas permaneceram receosos de que a entrada da empresa pudesse enviar um sinal errado aos investidores.

    Com os mercados internacionais fechados para a Shein, a companhia voltou a considerar uma abertura em Hong Kong. Analistas acionados pela CNBC afirmavam, na época, que uma abertura no país poderia render à empresa uma avaliação mais alta.

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    Impulsionada por novos fluxos de capital de investidores nacionais e estrangeiros, o mercado de Hong Kong passou a figurar uma locação mais segura para a Shein.

    A companhia concluiu sua oferta pública inicial no dia 1º de setembro, em que levantou HK$ 13,6 bilhões (US$ 1,7 bilhão), atribuindo à companhia um valor de mercado ligeiramente superior a US$ 26 bilhões.

    Com esse preço, A Shein se torna uma das maiores empresas de vestuário e moda listadas em bolsa no mundo. Mesmo com esse resultado, o valor de mercado ficou muito abaixo de avaliações anteriores, que já chegaram a estimar US$ 100 bilhões para a companhia.

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