Por que a América Latina está enfrentando tantos terremotos? Entenda o que explica os tremores na região
Pessoas com seus animais de estimação estão em uma rua após um terremoto atingir a costa sul do Panamá, na Cidade do Panamá, Panamá, em 9 de outubro de 2026 REUTERS/Enea Lebrun Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu o Panamá nesta sexta-feira (9) e provocou um alerta de tsunami para países da América Central e do Sul. O abalo é mais um de grande intensidade registrado na região nos últimos meses, depois dos terremotos que deixaram centenas de mortos na Colômbia, em agosto, e milhares de vítimas na Venezuela, em junho. Apesar da proximidade geográfica e do curto intervalo entre os episódios, iss
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Pessoas com seus animais de estimação estão em uma rua após um terremoto atingir a costa sul do Panamá, na Cidade do Panamá, Panamá, em 9 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Enea Lebrun
Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu o Panamá nesta sexta-feira (9) e provocou um alerta de tsunami para países da América Central e do Sul. O abalo é mais um de grande intensidade registrado na região nos últimos meses, depois dos terremotos que deixaram centenas de mortos na Colômbia, em agosto, e milhares de vítimas na Venezuela, em junho.
Apesar da proximidade geográfica e do curto intervalo entre os episódios, isso não significa que os terremotos estejam relacionados ou que a atividade sísmica esteja aumentando na América Latina.

A explicação para a frequência desses fenômenos está, principalmente, na f ormação geológica da região . Boa parte do continente está próxima aos limites de grandes placas tectônicas , enormes blocos da crosta terrestre que se movimentam lentamente e acumulam tensão ao longo do tempo.
Quando essa tensão é liberada de maneira repentina, ocorre um terremoto.
Em determinadas condições, um grande abalo pode alterar as tensões em falhas geológicas e até desencadear outros tremores. Mas isso não acontece necessariamente.
Para estabelecer uma possível relação entre diferentes terremotos, os cientistas precisam analisar a localização dos epicentros, a profundidade dos abalos, as falhas envolvidas e o mecanismo de ruptura de cada evento.
Segundo o geofísico Bruno Collaço, da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), a ocorrência de grandes terremotos em poucos meses não é suficiente para concluir que exista uma reação em cadeia. A América Latina reúne diferentes sistemas tectônicos ativos, capazes de produzir tremores intensos de forma independente.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/10/09/por-que-a-america-latina-esta-enfrentando-tantos-terremotos-entenda-o-que-explica-os-tremores-na-regiao.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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