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    Por que a 3ª via não consegue eleger presidentes no Brasil. Entenda

    Fatores históricos, partidários e estratégicos impedem que nomes fora dos dois principais polos se consolidem de forma competitiva

    Metrópoles
    19 de agosto de 2026 às 05:15
    Por que a 3ª via não consegue eleger presidentes no Brasil. Entenda
    Foto: Metrópoles

    A dificuldade de uma candidatura que rompa a polarização nas eleições presidenciais brasileiras não está apenas na falta de votos. Especialistas apontam uma combinação de fatores históricos, partidários e estratégicos que impede a consolidação de nomes posicionados fora dos dois principais polos — atualmente representados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela família Bolsonaro — como alternativas competitivas.

    Nesta quarta-feira (12/8), a série Na Boca da Urna traz um vídeo sobre o assunto. Veja:

    Desde a redemocratização, as eleições presidenciais foram marcadas pela concentração de votos em dois grandes grupos. Primeiro, na disputa entre PT e PSDB. Mais recentemente, entre petismo e bolsonarismo. Mesmo com uma parcela do eleitorado que afirma não se identificar nem com a esquerda nem com a direita, esse contingente raramente se transforma em uma candidatura capaz de chegar ao segundo turno.

    Arte/Metrópoles
    Arte/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Para o cientista político Paulo Ramirez, uma das razões está na própria formação dos partidos de centro no Brasil. “É uma tradição histórica brasileira que vem desde a época colonial”, afirma. Segundo ele, as siglas de centro historicamente priorizaram a participação em governos e a negociação por espaços de poder, em vez da construção de projetos nacionais próprios. Esse comportamento também dificulta a formação de uma candidatura presidencial competitiva. “Não adianta falar de terceira via faltando três, quatro meses para as eleições”, diz Ramirez. Na avaliação do especialista, uma candidatura competitiva precisa ser construída ao longo de todo o ciclo eleitoral, sobretudo no período entre um pleito e outro.

    “São candidaturas, do ponto de vista estratégico, do marketing, muito mal feitas”, avalia Ramirez. “Afastam o que é moderado.”

    Neste ano, nomes como os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) chegam a ser apresentados como alternativas à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) . No entanto, posições mais próximas da direita radical podem afastar justamente o eleitor moderado que poderia formar a base de uma terceira via.

    Eleições 2026
    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, e o segundo, em 25 de outubro. No pleito, eleitoras e eleitores votarão para presidente da República , governador , dois senadores , deputado federal e deputado estadual .

    Imagens coloridas mostram arte com urna eletrônica à esquerda, Palácio do Planalto ao centro e três flechas no chão, indicando caminhos à esquerda, centro e direita
    Imagens coloridas mostram arte com urna eletrônica à esquerda, Palácio do Planalto ao centro e três flechas no chão, indicando caminhos à esquerda, centro e direita — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/3a-via-nao-consegue-eleger-presidentes.

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