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    Por onde anda o 3I-Atlas? Cometa interestelar que sacudiu a Ciência em 2025 pode ter mistério resolvido

    Novos estudos sobre o cometa 3I/ATLAS revelam que o objeto se formou sob frio de -240 °C e ao redor de uma estrela pobre em metais O post Por onde anda o 3I-Atlas? Cometa interestelar que sacudiu a Ciência em 2025 pode ter mistério resolvido apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    25 de setembro de 2026 às 12:52
    Por onde anda o 3I-Atlas? Cometa interestelar que sacudiu a Ciência em 2025 pode ter mistério resolvido
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    O cometa 3I/ATLAS já está a 1,77 bilhão de quilômetros da Terra. Ele se afasta a 209 mil km/h, o que dificulta o acompanhamento pelos telescópios, mas os dados acumulados começam a responder de onde veio esse objeto de fora do nosso Sistema Solar .

    Estudos recentes publicados por diferentes grupos de cientistas indicam que o cometa nasceu em um ambiente muito gelado e ao redor de uma estrela com baixa presença de metais.

    Observações feitas pelo telescópio William Herschel, na Espanha, identificaram uma alta quantidade de nitrogênio na coma, a nuvem de gás que envolve o núcleo do cometa. A relação entre os níveis de nitrogênio molecular e monóxido de carbono ajuda a estimar a temperatura em que o objeto se formou.

    Imagem composta mostrando três mapas lado a lado de diferentes assinaturas químicas observadas ao redor do cometa interestelar 3I/ATLAS: da esquerda para a direita, água, dióxido de carbono e metano. – Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Bel
    Imagem composta mostrando três mapas lado a lado de diferentes assinaturas químicas observadas ao redor do cometa interestelar 3I/ATLAS: da esquerda para a direita, água, dióxido de carbono e metano. – Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Bel — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Os cálculos dos pesquisadores apontam que o 3I/ATLAS surgiu sob um frio de cerca de -240 °C, muito próximo do zero absoluto. Segundo os estudos, essa proporção química indica que o cometa se formou longe de sua estrela original, em condições extremamente frias.

    No artigo publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society , os pesquisadores explicam que a proporção entre N₂ e CO nos cometas pode ser usada para estimar sua temperatura de formação.

    A pesquisadora Lea Ferellec, da Northumbria University, destacou que a concentração de nitrogênio oferece uma oportunidade rara de estudar material formado fora do Sistema Solar e indica uma origem em condições extremamente frias, distante da estrela de origem.

    Pesquisadores estimam que a temperatura de formação do objeto ficou próxima do zero absoluto. Imagem: Processamento de imagens: J. Miller e M. Rodriguez (Observatório Internacional Gemini/NSF NOIRLab), TA Rector (Universidade do Alasca em A
    Pesquisadores estimam que a temperatura de formação do objeto ficou próxima do zero absoluto. Imagem: Processamento de imagens: J. Miller e M. Rodriguez (Observatório Internacional Gemini/NSF NOIRLab), TA Rector (Universidade do Alasca em A — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Outro estudo analisou a água do cometa e encontrou uma proporção atípica de deutério e prótio, dois isótopos do hidrogênio. A quantidade elevada de deutério também aponta para uma formação em baixa temperatura.

    As análises consideraram ainda uma proporção incomum entre os isótopos carbono-12 e carbono-13. Esse indicador é compatível com uma estrela de baixa metalicidade, ou seja, com poucos elementos mais pesados que hidrogênio e hélio. Os modelos do estudo apontam para uma estrela com cerca de metade da metalicidade do Sol.

    As análises acumuladas até agora indicam que o cometa:

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    Telescópios na Terra e no espaço, além de sondas a caminho de Júpiter e robôs em Marte, ajudaram a reunir as informações. O processamento desses dados continua enquanto o cometa se afasta e fica cada vez mais difícil de observar.

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    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
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    Imagem composta mostrando três mapas lado a lado de diferentes assinaturas químicas observadas ao redor do cometa interestelar 3I/ATLAS: da esquerda para a direita, água, dióxido de carbono e metano. – Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Bel — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Pesquisadores estimam que a temperatura de formação do objeto ficou próxima do zero absoluto. Imagem: Processamento de imagens: J. Miller e M. Rodriguez (Observatório Internacional Gemini/NSF NOIRLab), TA Rector (Universidade do Alasca em A
    Pesquisadores estimam que a temperatura de formação do objeto ficou próxima do zero absoluto. Imagem: Processamento de imagens: J. Miller e M. Rodriguez (Observatório Internacional Gemini/NSF NOIRLab), TA Rector (Universidade do Alasca em A — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/25/ciencia-e-espaco/por-onde-anda-o-3i-atlas-cometa-interestelar-que-sacudiu-a-ciencia-em-2025-pode-ter-misterio-resolvido/.

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    Imagem composta mostrando três mapas lado a lado de diferentes assinaturas químicas observadas ao redor do cometa interestelar 3I/ATLAS: da esquerda para a direita, água, dióxido de carbono e metano. – Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Bel — Foto: Olhar Digital

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