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    Policial penal e professora são presos por vender celulares a detentos

    Segundo a Polícia Civil, o policial penal cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para integrantes da facção criminosa

    Metrópoles
    9 de setembro de 2026 às 12:29
    Policial penal e professora são presos por vender celulares a detentos
    Foto: Metrópoles

    A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (9/9), uma operação contra um policial penal e uma professora que atuam no sistema prisional do estado . Investigações apontam que a dupla operava um esquema envolvendo a entrada clandestina de aparelhos celulares e outros itens para integrantes de uma facção criminosa dentro de presídios.

    A Operação Insídia cumpriu oito ordens judiciais em Cuiabá, com o objetivo de desarticular a rede de corrupção. Foram dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da capital.

    As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), foram iniciadas em junho de 2025, após a análise de materiais apreendidos.

    Divulgação/PCMT
    Divulgação/PCMT — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os investigadores identificaram transferências via Pix destinadas à professora investigada, contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que atuava em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande. Os valores eram transferidos por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados.

    Segundo a Polícia Civil, as informações coincidiram com uma denúncia que apontava a atuação da professora e do policial penal na introdução clandestina de aparelhos celulares e outros itens ilícitos na unidade prisional, mediante o recebimento de vantagens financeiras indevidas.

    O policial penal teria cobrado entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para integrantes da facção criminosa. A Polícia Civil aponta que ele chegou a utilizar a conta de sua companheira para receber os valores, como forma de dificultar a rastreabilidade das movimentações financeiras. Os servidores teriam se valido do trânsito autorizado no interior da unidade prisional para viabilizar a entrada clandestina de celulares e outros itens em favor da facção. O acesso privilegiado ao ambiente prisional proporcionado pelos cargos ocupados pelos investigados foi o elemento essencial para a prática do crime.

    Policial penal e professora são presos por vender celulares a detentos
    Policial penal e professora são presos por vender celulares a detentos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A dupla é suspeita de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.

    Diante dos elementos colhidos durante as investigações, foi representada a expedição de ordens judiciais contra os investigados. Além das prisões preventivas, a Justiça determinou a suspensão cautelar do exercício das funções públicas dos dois servidores durante o período de duração da investigação.

    Os mandados de busca têm como objetivo a apreensão de novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

    Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros nos valores de R$ 14,6 mil para a professora e de R$ 25,5 mil para o policial penal.

    O cumprimento das ordens judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

    Insídia significa traição, falta de lealdade. A denominação faz referência à conduta investigada, na qual agentes públicos são suspeitos de terem traído as funções que exerciam, a confiança depositada pela sociedade e o próprio Estado, utilizando justamente as prerrogativas dos cargos para facilitar a atuação criminosa dentro do sistema prisional.

    As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer toda a extensão da estrutura criminosa.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/policial-penal-e-professora-sao-presos-por-vender-celulares-a-detentos.

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