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    Policial encontrada amarrada em matagal é presa suspeita pela morte de soldado carbonizado no CE

    Uma policial militar foi presa nesta terça-feira (11) por suspeita de homicídio horas após ser encontrada com as mãos amarradas em um matagal em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza . Leia mais (08/12/2026 - 17h02)

    Folha de S.Paulo
    12 de agosto de 2026 às 20:02
    Policial encontrada amarrada em matagal é presa suspeita pela morte de soldado carbonizado no CE
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Uma policial militar foi presa nesta terça-feira (11) por suspeita de homicídio horas após ser encontrada com as mãos amarradas em um matagal em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza .

    Câmeras de segurança mostram policial militar Júlia Natália Girão Gomes, 27, em oficina mecânica no mesmo horário em que estaria supostamente amarrada em matagal - Reprodução/TV Verdes Mares - 11.ago.26 · Reprodução/TV Verdes Mares - 11.ago
    Câmeras de segurança mostram policial militar Júlia Natália Girão Gomes, 27, em oficina mecânica no mesmo horário em que estaria supostamente amarrada em matagal - Reprodução/TV Verdes Mares - 11.ago.26 · Reprodução/TV Verdes Mares - 11.ago — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Júlia Natália Girão Gomes, 27, é considerada suspeita de envolvimento na morte do soldado da PM Raphael Sampaio da Silva, 27, encontrado carbonizado em um carro no começo da manhã de terça.

    A Polícia Civil investiga se Júlia fingiu ser vítima do crime para despistar seu envolvimento na morte.

    O advogado Walmir Medeiros, responsável pela defesa da policial, disse nesta quarta-feira (12) que não há provas de participação dela no crime e que a investigação é conduzida de forma apressada.

    Saiba como denunciar crimes para a polícia
    Saiba como denunciar crimes para a polícia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O corpo de Raphael foi encontrado após um alerta sobre um carro em chamas nas proximidades do bairro Ancuri. O Corpo de Bombeiros identificou que havia um corpo dentro do veículo enquanto apagava o incêndio.

    Horas depois, ainda pela manhã, Júlia foi encontrada em uma área de matagal na cidade vizinha de Aquiraz, próximo à BR-116.

    Em depoimento à polícia, ela afirmou ter permanecido amarrada no local durante toda a manhã.

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    Entretanto, imagens de câmeras de segurança obtidas pelos investigadores mostram uma mulher que supostamente seria Júlia em uma oficina mecânica do marido dela no horário em que, segundo seu depoimento, ela estaria amarrada.

    O advogado disse que Júlia se dirigiu até a delegacia para falar com as autoridades, estava muito abalada e tinha dificuldade para lembrar a ordem dos fatos. "Ela está confusa, só chora. O que é normal de uma situação traumática, ela viu o amigo ser morto do lado dela", afirmou ele.

    Segundo a policial, os dois estavam juntos em um carro quando Raphael foi abordado por um criminoso e morto a tiros ainda dentro do veículo. Júlia teria sido retirada do veículo, amarrada e levada para outro local.

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    O advogado dela disse que a morte de Raphael pode ter relação com facções que atuam na região , e que Júlia pode estar sendo usada pelos investigadores para encontrar um culpado de forma apressada para descartar o envolvimento de grupos criminosos.

    "[A prisão é] sem evidência, sem nada, simplesmente em conjecturas, em deduções e em vontade política, no meu entender", disse o advogado.

    A policial ainda não teve o auto de prisão em flagrante protocolado pela Polícia Civil até o meio-dia desta quarta-feira (12), procedimento necessário para que seja marcada a audiência de custódia.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará disse que a perícia forense identificou que Raphael levou um tiro quando estava vivo, antes do corpo ser queimado.

    A polícia não disse quais são as possíveis motivações para o crime.

    Os dois eram colegas de equipe na 2ª Companhia do 16º Batalhão de Polícia Militar (2ª Cia/16º BPM).

    Raphael entrou para a PM do Ceará em junho de 2022. Júlia estava na corporação desde novembro de 2024.

    O marido de Júlia, que não teve o nome divulgado, também foi levado para prestar depoimento na noite de terça-feira e acabou preso.

    Segundo o advogado dela , a polícia entrou sem mandado judicial na casa da mãe do marido. No local, teria encontrado carteiras de identidade falsas e munições de revólver. Walmir afirmou que houve um flagrante ilegal e que vai solicitar o reconhecimento da ilicitude das provas.

    Júlia já era investigada pela polícia por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e participação em organização criminosa, em episódio sem ligação com o caso. Já o marido tem passagem criminal por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, participação em organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

    O governador do Ceará, Elmano de Freitas ( PT ), manifestou pesar pela morte do policial e determinou rigor nas investigações. "Os responsáveis por esse crime bárbaro serão presos e entregues à Justiça", publicou o governador nas redes sociais.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/policial-encontrada-amarrada-em-matagal-e-presa-suspeita-pela-morte-de-soldado-carbonizado-no-ce.shtml.

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