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    Polícia prende dois últimos acusados de monitorar autoridades para o PCC

    Dois homens acusados de integrar uma célula do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram presos no interior de São Paulo . Segundo a acusação, o grupo monitorava o promotor Lincoln Gakiya , do Ministério Público , e o coordenador Roberto Medina, responsável por unidades prisionais da região oeste do estado. Leia mais (08/16/2026 - 17h06)

    Folha de S.Paulo
    16 de agosto de 2026 às 20:06
    Polícia prende dois últimos acusados de monitorar autoridades para o PCC
    Diversas armas de fogo, incluindo rifles e pistolas, estão dispostas sobre uma superfície preta acolchoada ao ar livre, ao lado de caixas de transporte e vegetação. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Dois homens acusados de integrar uma célula do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram presos no interior de São Paulo . Segundo a acusação, o grupo monitorava o promotor Lincoln Gakiya , do Ministério Público , e o coordenador Roberto Medina, responsável por unidades prisionais da região oeste do estado.

    Foto encontrada em celular de VH, vulgo Falcão, mostra armamento pesado; ele é um dos responsáveis pelo monitoramento de autoridades, diz investigação - Policia Civil-24.out.25 · Policia Civil-24.out.25
    Foto encontrada em celular de VH, vulgo Falcão, mostra armamento pesado; ele é um dos responsáveis pelo monitoramento de autoridades, diz investigação - Policia Civil-24.out.25 · Policia Civil-24.out.25 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Victor Hugo da Silva e Adilson Audinir Oliveira Júnior eram os únicos dos quatro acusados que ainda estavam em liberdade. A Folha procurou o advogado que já representou Victor Hugo no caso, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. A reportagem também busca contato da defesa de Adilson.

    Em julho, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra quatro suspeitos sob acusação de monitorar autoridades públicas e dar apoio a planos da facção criminosa para cometer assassinatos.

    Também foram denunciados Wellison Rodrigo Bispo de Almeida e Sérgio Garcia da Silva. Todos respondem por organização criminosa. À época da denúncia, um advogado que defendeu Wellison num caso de suspeita de tráfico de drogas não quis comentar o caso. A reportagem não identificou a defesa de Sérgio Silva.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As prisões ocorreram na sexta-feira (14), em Presidente Prudente e Álvares Machado, no oeste paulista, durante a Operação Recon. A SSP (Secretaria da Segurança Pública do estado) não informou qual deles foi localizado em cada cidade.

    A Promotoria havia pedido a prisão preventiva (sem prazo) dos quatro e a inclusão deles no RDD (regime disciplinar diferenciado), que prevê regras mais rígidas de isolamento e restrição de contato com outros presos.

    A investigação aponta que a célula monitorava Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ), e Medina, alvos de ordens de assassinato do PCC há mais de dez anos. No jargão da facção, estão "decretados".

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    Na denúncia, o Ministério Público afirma haver "um incremento na atuação da facção em detrimento dos agentes públicos, gerando risco iminente a suas vidas".

    Os promotores listaram nove processos instaurados no Tribunal de Justiça desde 2019 que mencionam ameaças contra autoridades, informações sobre geolocalização de pessoas monitoradas e ordens de assassinato.

    A investigação que levou à identificação do grupo começou após a prisão em flagrante de Victor Hugo, conhecido como VH, sob suspeita de tráfico de drogas, em julho de 2025. A quebra de sigilo do celular dele levou a polícia a encontrar indícios de que integrantes da facção levantavam informações sobre a rotina das autoridades e de seus familiares.

    Dados de geolocalização do aparelho apontaram que VH esteve nas imediações da penitenciária e do Poupatempo de Presidente Venceslau, locais de trabalho de Medina e da mulher dele.

    Conforme a acusação, VH teria levantado trajetos entre o trabalho e a residência do casal, modelos e placas de veículos e produzido fotos e vídeos da rotina dos dois.

    As informações seriam repassadas a Wellison, que vivia em uma chácara em Presidente Bernardes próxima à rota utilizada por Medina para chegar ao trabalho. A análise do celular do suspeito indicou que ele armazenou informações enviadas por VH e fez pesquisas sobre o coordenador e seus familiares nas redes sociais.

    Sérgio Silva, por sua vez, seria responsável pelo monitoramento de Gakiya. Em um dos celulares apreendidos com ele, a polícia encontrou imagens de mapas com a localização da sede do Ministério Público em Presidente Prudente, onde o promotor trabalha. A investigação também apontou que ele esteve em endereços próximos ao trajeto diário de Gakiya.

    Adilson é apontado pela acusação como colaborador direto de Silva. Segundo a denúncia, ele participou de comunicações reservadas e teria solicitado a exclusão de conversas e auxiliado na ocultação ou destruição de vestígios digitais.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/policia-prende-dois-ultimos-acusados-de-monitorar-autoridades-para-o-pcc.shtml.

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