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    Polícia Federal mira delegado sob suspeita de vazar dados de operações a investigados

    A PF ( Polícia Federal ) deflagrou nesta quarta-feira (19) uma operação contra um delegado da própria corporação suspeito de repassar informações sigilosas de investigações em troca de vantagens financeiras. A ação cumpre oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul . Leia mais (08/19/2026 - 14h59)

    Folha de S.Paulo
    19 de agosto de 2026 às 17:59
    Polícia Federal mira delegado sob suspeita de vazar dados de operações a investigados
    Foto: Folha de S.Paulo

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    A PF ( Polícia Federal ) deflagrou nesta quarta-feira (19) uma operação contra um delegado da própria corporação suspeito de repassar informações sigilosas de investigações em troca de vantagens financeiras. A ação cumpre oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul .

    Policial federal durante cumprimento de mandado judicial - Zanone Fraissat - 27.jan.16/Folhapress · Zanone Fraissat - 27.jan.16/Folhapress
    Policial federal durante cumprimento de mandado judicial - Zanone Fraissat - 27.jan.16/Folhapress · Zanone Fraissat - 27.jan.16/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O delegado foi identificado como José Navas Júnior, conforme apurou a Folha , e trabalhava em Marília, no interior paulista. Ele é apontado como responsável por acessar sistemas corporativos da PF e consultar informações sobre pessoas e procedimentos que estavam sob investigação. Os dados seriam então repassados aos próprios investigados.

    A reportagem não conseguiu identificar o representante da defesa do delegado nesta quarta-feira.

    Segundo a investigação, empresários pagavam intermediários, entre eles advogados, para obter as informações. Os valores seriam posteriormente repassados ao delegado de forma fracionada e dissimulada.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A investigação aponta que o delegado movimentou R$ 28 milhões entre 2020 e 2025, considerando entradas e saídas de recursos. A investigação busca esclarecer a origem e o destino dos valores e identificar todos os envolvidos no esquema.

    Com acesso antecipado às informações das operações, os investigados poderiam adotar medidas para frustrar diligências e buscas, inclusive evitando serem encontrados em suas residências. Os vazamentos teriam beneficiado organizações criminosas ligadas ao contrabando de cigarros, segundo a PF.

    Além do delegado, são investigados advogados que teriam atuado como intermediários dos pagamentos e empresários suspeitos de pagar pelo acesso aos dados sigilosos.

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    Os oito mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 1ª Vara Federal de Marília (SP). A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e impôs medidas cautelares ao delegado, entre elas a suspensão do exercício da função pública e a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da Polícia Federal .

    A Operação Sinon apura suspeitas de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.

    A PF afirma que a apuração continua para identificar outros envolvidos, rastrear os recursos movimentados e dimensionar os danos provocados às investigações que teriam sido afetadas pelo vazamento das informações.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/policia-federal-mira-delegado-sob-suspeita-de-vazar-dados-de-operacoes-a-investigados.shtml.

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