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    Polícia faz ofensiva contra rede de chantagem que induz jovens ao suicídio em 4 estados e DF

    Uma ação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública cumpre mandados nesta terça-feira (15) em cinco estados e no DF contra redes cibernéticas acusadas de chantagear crianças e adolescentes na internet . A Polícia Civil apura a prática de "escravidão digital" e indução ao suicídio, a partir da morte de uma menina de 13 anos que foi transmitida nas redes. O caso motivou medidas contra a plataforma Discord . Leia mais (09/15/2026 - 10h14)

    Folha de S.Paulo
    15 de setembro de 2026 às 13:14
    Polícia faz ofensiva contra rede de chantagem que induz jovens ao suicídio em 4 estados e DF
    Tela de smartphone exibe o ícone branco do Discord sobre fundo azul. Ao fundo, a palavra 'DISCORD' aparece em letras maiúsculas brancas desfocadas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Uma ação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública cumpre mandados nesta terça-feira (15) em cinco estados e no DF contra redes cibernéticas acusadas de chantagear crianças e adolescentes na internet . A Polícia Civil apura a prática de "escravidão digital" e indução ao suicídio, a partir da morte de uma menina de 13 anos que foi transmitida nas redes. O caso motivou medidas contra a plataforma Discord .

    Imagem mostra o logotipo e o símbolo do Discord; ação coordenada pelo Ministério da Justiça apura crimes de ódio e coerção virtual, e investigação começou após morte de jovem de 13 anos - Mauro Pimentel /AFP · Mauro Pimentel /AFP
    Imagem mostra o logotipo e o símbolo do Discord; ação coordenada pelo Ministério da Justiça apura crimes de ódio e coerção virtual, e investigação começou após morte de jovem de 13 anos - Mauro Pimentel /AFP · Mauro Pimentel /AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A segunda fase da Operação Lívia é deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas) do ministério e das polícias civis da Bahia, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e do Distrito Federal.

    Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca domiciliar e seis medidas cautelares contra adolescentes.

    A nova etapa decorre da análise de celulares, computadores e mídias apreendidos na primeira fase da investigação. A partir das provas digitais, os agentes identificaram novos suspeitos de gerenciar e moderar comunidades criadas para abordar, chantagear e coagir vítimas em situação de vulnerabilidade.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo os investigadores, os grupos praticavam a "escravidão digital" —termo usado para definir dinâmicas de chantagem e controle no ambiente virtual. Nessa dinâmica, os alvos sofrem ameaças constantes para cumprir ordens dos integrantes, como atos de violência , misoginia, maus-tratos a animais e automutilação.

    A Operação Lívia faz referência à adolescente de 13 anos cuja morte deu origem às apurações . As investigações indicam que ela tirou a própria vida durante uma transmissão ao vivo no Discord , após sofrer pressões, chantagens e ameaças de integrantes de comunidades virtuais.

    A nova etapa ocorre pouco depois de um mês após o início da ofensiva contra a rede. Em 4 de agosto, a primeira fase da operação cumpriu sete mandados pelo país.

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    O caso desencadeou reações em Brasília, levando o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União a cobrarem explicações do Discord sobre falhas na verificação de idade e segurança de menores, além da abertura de um processo de fiscalização pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).

    À época, a empresa declarou que cooperava com as autoridades para identificar usos criminosos de seus servidores.

    A reportagem entrou em contato por email com o Discord para solicitar um posicionamento sobre o avanço das investigações e as medidas adotadas para conter redes de chantagem na plataforma, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

    Em posicionamentos anteriores sobre o caso, a plataforma afirmou que investigou e excluiu o servidor com antecedência, mas não detalhou quando identificou o grupo, quantos usuários participavam dele ou quais sanções foram aplicadas aos integrantes.

    A empresa declarou ainda que a atividade criminosa começou e continuou em outras redes e aplicativos de mensagens antes e depois do banimento dos suspeitos de seus servidores.

    Além das buscas efetuadas nesta terça, a polícia busca localizar outras possíveis vítimas para encaminhá-las à rede de proteção social e de saúde. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Ministério da Justiça orientam que pais e responsáveis monitorem o acesso de crianças e jovens a fóruns e grupos fechados em aplicativos de mensagens.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/policia-faz-ofensiva-contra-rede-de-chantagem-que-induz-jovens-ao-suicidio-em-4-estados-e-df.shtml.

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