Polícia apreende computadores, celulares e documentos em operação sobre desabamento na zona leste de SP
A Polícia Civil apreendeu computadores, celulares e documentos nesta quinta-feira (24) em endereços ligados a investigados pelo desabamento de um prédio em construção na Penha , zona leste de São Paulo, que deixou seis mortos no último dia 12. Leia mais (09/24/2026 - 14h29)

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A Polícia Civil apreendeu computadores, celulares e documentos nesta quinta-feira (24) em endereços ligados a investigados pelo desabamento de um prédio em construção na Penha , zona leste de São Paulo, que deixou seis mortos no último dia 12.

Batizada de Operação Ponto de Ruptura, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis na zona leste da capital e em Guarujá, na Baixada Santista. A Justiça havia expedido oito mandados.
Segundo a polícia, o material apreendido deve ajudar a identificar possíveis omissões de quem participou da construção, das vistorias e da autorização e liberação do imóvel sob responsabilidade da construtora New Home .
A polícia afirma que a construtora não cumpriu um alvará da prefeitura que previa a demolição do prédio para a construção de uma nova edificação no local.

Os três principais alvos, sócios da construtora ligada ao empreendimento, têm prisão temporária decretada . Um deles, Ronaldo Vivacqua, está preso. Conforme a polícia, ele seria um "sócio oculto" da New Home Construtora. Os outros dois, um casal em que o homem é filho do detido, seguem foragidos.
Adelmo Silva, advogado da empresa New Home e dos três investigados, afirma que uma decisão judicial autorizava as obras da edificação.
"Hoje foi mais uma etapa importante para o esclarecimento das circunstâncias que levaram ao desabamento. A partir dos elementos apreendidos e das diligências realizadas, vamos aprofundar a análise dos fatos e identificar as responsabilidades de cada envolvido, sempre com base nas provas reunidas durante a investigação", disse a delegada titular do 24º DP (Ponte Rasa), Deidiene Fialho Costa Éboli.

A polícia afirmou que pediu as prisões porque os investigados não se apresentaram espontaneamente, não se colocaram à disposição da investigação nem forneceram informações técnicas sobre a edificação. Segundo a corporação, também pesaram a possibilidade de fuga e de destruição de provas.
Uma servidora da Subprefeitura da Penha também é investigada. Segundo a polícia, ela atestou a demolição de parte do edifício, o que não ocorreu. Ela já prestou depoimento.
A CGM (Controladoria Geral do Município) de São Paulo disse ter embargado todas as obras em andamento na capital das empresas envolvidas no desabamento de um prédio .

Outra frente da investigação apura suspeitas de estelionato na venda de imóveis e terrenos pela mesma construtora . De acordo com os investigadores, mais de dez pessoas relataram prejuízos, e o 10º DP (Penha) abriu quatro inquéritos para apurar as denúncias.
A análise inicial indica que o homem preso teria atuado como sócio oculto nos negócios, com participação na compra e venda de imóveis e terrenos e poder de decisão. Os policiais também apuram o papel do responsável técnico pela obra na venda dos apartamentos, os valores envolvidos desde o início dos empreendimentos e os prejuízos relatados pelas vítimas.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/policia-apreende-computadores-celulares-e-documentos-em-operacao-sobre-desabamento-na-zona-leste-de-sp.shtml.

Investigação busca definir a responsabilização de cada pessoa no desabamento do prédio na rua Tequici - Allison Sales - 12.set.26/Folhapress · Allison Sales - 12.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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