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    PMs são presos por trocar propina por escolta particular no Rio

    De acordo com o MPRJ, os policiais militares negociaram pagamentos para oferecer policiamento privilegiado à Clínica Fênix, em Belford Roxo

    Metrópoles
    10 de setembro de 2026 às 13:21
    PMs são presos por trocar propina por escolta particular no Rio
    Foto: Metrópoles

    Três policiais militares do Rio de Janeiro (RJ) foram alvo de operação do Ministério Público do Rio nesta quinta-feira (10/9) por suposta cobrança de propina em troca de policiamento privilegiado. Eles foram denunciados pelo crime de corrupção passiva militar .

    Dois dos denunciados já estavam presos em razão de outro processo decorrente da mesma investigação. Os mandados contra eles foram cumpridos no Batalhão Especial Prisional (Bep) e no presídio Joaquim Ferreira de Souza. O terceiro policial foi preso em casa, no bairro Parque Rosário, em Nova Iguaçu.

    De acordo com o Gaesp, o trio recebeu e negociou pagamentos para oferecer policiamento privilegiado à Clínica Fênix, localizada em Belford Roxo.

    Fernando Frazão/Agência Brasil
    Fernando Frazão/Agência Brasil — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo o MPRJ , o estabelecimento integrava uma rede de comerciantes e empresas chamados pelos policiais de “padrinhos”, que pagavam para receber atendimento diferenciado.

    Em troca do dinheiro, os militares direcionavam o patrulhamento, priorizavam esses locais nas rotas e compareciam quando acionados, utilizando a estrutura da Polícia Militar para atender a interesses privados.

    No caso da clínica, a investigação identificou o pagamento de R$ 50 e tratativas para que o valor chegasse a R$ 100. Mensagens extraídas do celular de um dos denunciados mostram os envolvidos discutindo a diferença entre o valor pago e o que teria sido combinado.

    PMRJ
    PMRJ — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em uma das conversas, um dos PMs afirma que “na vez dele foi galo”, expressão usada, segundo o Ministério Público, para se referir a R$ 50, e diz ter entendido que o acordo seria de R$ 100. O outro denunciado também relata ter recebido R$ 50.

    As investigações apontaram que um dos policiais intermediava a relação com a clínica, negociava os valores e coordenava o atendimento pelas diferentes equipes. Outro acompanhava as tratativas e os pagamentos.

    O terceiro teria realizado patrulhamento direcionado ao estabelecimento, enviado ao grupo de WhatsApp fotos da atuação no local e recebido pessoalmente R$ 50.

    Os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2021, quando os três integravam o 39º Batalhão da PM (Belford Roxo). Um deles foi expulso da corporação após o oferecimento da denúncia. A denúncia foi recebida pela Auditoria da Justiça Militar.

    A sexta fase da Operação Patrinus foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ) e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). A ação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen).

    A Patrinus teve início em maio de 2024, a partir de uma investigação envolvendo policiais militares do 39º BPM, em Belford Roxo.

    A análise de celulares apreendidos revelou novos integrantes e outras práticas criminosas, dando origem a sucessivos desdobramentos.

    Em agosto de 2025, 10 policiais militares foram presos acusados de achacar comerciantes.

    Em maio deste ano, o Gaesp denunciou 11 policiais por receberem propina para prestar segurança a estabelecimentos durante o expediente.

    No mês seguinte, quatro PMs foram denunciados por peculato e comércio ilegal de arma de fogo, acusados de vender uma pistola apreendida durante uma ocorrência e dividir o dinheiro.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/pms-sao-presos-por-trocar-propina-por-policiamento-privilegiado-no-rio.

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