PM foi morto por quadrilha que usa pedras para roubar motoristas na marginal Tietê, aponta investigação
As polícias Civil e Militar investigam a participação de três homens em um roubo na marginal Tietê, na altura do Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo . A ação terminou com a morte do policial militar Paulo Roberto Lima Pereira, 44, na noite de sexta-feira (28) . Ele estava de folga. Leia mais (08/29/2026 - 12h32)

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As polícias Civil e Militar investigam a participação de três homens em um roubo na marginal Tietê, na altura do Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo . A ação terminou com a morte do policial militar Paulo Roberto Lima Pereira, 44, na noite de sexta-feira (28) . Ele estava de folga.

Pereira teria sido vítima de um grupo que atua na rodovia Ayrton Senna e na marginal Tietê usando pedras para parar os veículos, de agordo com a investigação.
O carro em que o policial estava teria sido atingido pelas pedras. Por isso, ele parou no acostamento esquerdo da via, sentido rodovia Castelo Branco. Nesse momento o trio de suspeitos teriam ido até ele para assaltá-lo, conforme o boletim de ocorrência.
Um agente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) presenciou o caso. Em depoimento no 73º DP (Jaçanã), ele contou que passava pela marginal a cerca de 200 metros da ponte Domingos Franciulli Neto quando viu um veículo preto parado e o motorista encostado na mureta.

Segundo o agente, três homens saíram de repente da margem do rio e se aproximaram do carro. Houve uma briga, e o motorista foi agarrado por trás, pelo pescoço, em golpe conhecido como mata-leão. Em seguida, o agente relatou ter ouvido tiros. O funcionário da Prefeitura de São Paulo afirmou ter deixado o local e visto os três homens retornarem em direção à margem do rio.
O policial foi socorrido por uma ambulância do Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, na zona leste, mas não resistiu a um tiro na cabeça e morreu.
A arma da corporação usada por Pereira foi encontrada dentro do carro. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que uma pistola calibre .45, de uso particular do policial, tenha sido roubada.

Próximo a uma poça de sangue junto à mureta foi encontrado um coldre pertencente a Pereira. No local, também foram achadas quatro munições calibre .45 — três deflagradas e uma intacta. A suspeita é de que o PM tenha sido morto com a própria pistola, levada durante o assalto.
Policiais civis do setor de Latrocínio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) estiveram no local. As investigações iniciais apontam que o trecho é palco recorrente de um modo de ação específico do grupo.
Segundo a polícia, os criminosos colocam pedras de grandes dimensões sobre a faixa da esquerda, criando obstáculos que provocam colisões ou avarias nos veículos e obrigam os motoristas a parar. Outros integrantes da quadrilha ficam ocultos nas proximidades, inclusive na vegetação à margem do rio, e atuam no ataque às vítimas.

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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/pm-foi-morto-por-quadrilha-que-usa-pedras-para-roubar-motoristas-na-marginal-tiete-aponta-investigacao.shtml.

O cabo Paulo Roberto Lima Pereira atuava no Alto Tietê, na região metropolitana da capital - Reprodução Caep 12 no Instagram · Reprodução Caep 12 no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo
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