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    Plantão que atende mulheres vítimas de violência em Roraima pode colapsar por sobrecarga de trabalho, alerta delegada

    Viatura da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), que funciona na Casa da Mulher Brasileira, em Boa Vista. Polícia Civil/Divulgação O Plantão Central Especializado de Atendimento à Mulher, da Polícia Civil, corre risco de parar de funcionar de forma adequada por excesso de trabalho. O alerta está em um memorando enviado pela delegada responsável pelo setor, Letícia de Oliveira Paiva, à direção da corporação nesta sexta-feira (22). Segundo o documento, ao qual o g1 teve acesso, desde junho deste ano a equipe de plantão passou a acumular também os casos que, até então, eram enca

    G1
    22 de agosto de 2026 às 14:49
    Plantão que atende mulheres vítimas de violência em Roraima pode colapsar por sobrecarga de trabalho, alerta delegada
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    Viatura da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), que funciona na Casa da Mulher Brasileira, em Boa Vista. — Foto: Polícia Civil/Divulgação

    O Plantão Central Especializado de Atendimento à Mulher, da Polícia Civil, corre risco de parar de funcionar de forma adequada por excesso de trabalho. O alerta está em um memorando enviado pela delegada responsável pelo setor, Letícia de Oliveira Paiva , à direção da corporação nesta sexta-feira (22).

    Segundo o documento , ao qual o g1 teve acesso, desde junho deste ano a equipe de plantão passou a acumular também os casos que, até então, eram encaminhados para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

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    A Deam funciona apenas em horário comercial e é quem deveria abrir e conduzir as investigações que não envolvem prisão em flagrante.

    O g1 procurou a Polícia Civil de Roraima, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Em um dos trechos do documento, a delegada descreve o risco de perda de provas nos casos em que a equipe não consegue agir rápido: "há a perda irremediável de indícios probatórios e vestígios do crime".

    Antes de junho, o fluxo funcionava assim: o plantão fazia o primeiro atendimento à vítima, registrava a ocorrência e colhia depoimentos. Depois, encaminhava o caso para a Deam, que abria a investigação formal, ouvia testemunhas e interrogava o suspeito.

    Com a mudança, os casos sem flagrante ficaram represados sob r esponsabilidade das equipes de plantão . Segundo a delegada, isso é inviável na prática, porque o plantão funciona principalmente à noite, aos fins de semana e em feriados. Nesses horários, não é possível intimar nem ouvir vítimas, testemunhas ou suspeitos, como determina a lei.

    O documento também aponta a falta de policiais como um dos problemas. A equipe de plantão tem apenas quatro agentes. Desses, só três saem para diligências externas, como buscar provas ou cumprir intimações. O quarto agente fica na delegacia, fazendo o atendimento inicial e cuidando de presos.

    Segundo a delegada, essa escassez de pessoal já causou perda de provas em alguns casos. Ela cita como exemplo situações em que a vítima registra um boletim de ocorrência e é preciso agir rápido, como buscar imagens de câmeras de segurança, mas não há agente disponível para sair, porque a equipe está ocupada com flagrantes ou atendimentos.

    O memorando afirma ainda que o Ministério Público e a Justiça têm cobrado a conclusão das investigações represadas desde junho , mas que a equipe de plantão não consegue atender a essas cobranças com o volume atual de trabalho .

    No documento, a delegada faz três pedidos à direção da Polícia Civil :

    Que os casos sem flagrante voltem a ser encaminhados para a Deam, como funcionava antes de junho; Que os casos acumulados desde 18 de junho sejam redistribuídos para a Deam ou para uma equipe extra montada só para isso; Que novos policiais e escrivães sejam enviados para reforçar as equipes de plantão.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/08/22/plantao-que-atende-mulheres-vitimas-de-violencia-em-roraima-pode-colapsar-por-sobrecarga-de-trabalho-alerta-delegada.ghtml.

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    Agora no g1 — Foto: G1

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