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    Planeta bate recorde de calor em agosto e marca 1,65°C acima da média

    Agosto de 2026 empatou com julho de 2023 como o mês mais quente registrado, com temperatura global 1,65°C acima do período pré-industrial O post Planeta bate recorde de calor em agosto e marca 1,65°C acima da média apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    10 de setembro de 2026 às 10:39
    Planeta bate recorde de calor em agosto e marca 1,65°C acima da média
    Foto: Olhar Digital

    Agosto de 2026 empatou com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado, impulsionado pelas emissões de gases de efeito estufa e pelo fenômeno El Niño . A marca foi identificada pelo observatório climático europeu Copernicus.

    Os dados mostram um forte aquecimento da atmosfera e dos oceanos. A temperatura global voltou a superar 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, enquanto diferentes regiões enfrentaram ondas de calor , secas severas e redução do gelo marinho .

    A temperatura média global do ar na superfície chegou a 16,96°C, ficando 1,65°C acima da média do período pré-industrial. Foi a primeira vez desde novembro de 2025 que o índice voltou a superar a barreira de 1,5°C.

    Cientistas alertam que o retorno das temperaturas globais a patamares acima de 1,5°C agrava eventos extremos pelo planeta. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
    Cientistas alertam que o retorno das temperaturas globais a patamares acima de 1,5°C agrava eventos extremos pelo planeta. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Nos oceanos, a temperatura média da superfície do mar fora das regiões polares atingiu 21,07°C, igualando o recorde registrado em março de 2024.

    O El Niño continua se intensificando no Pacífico equatorial e contribuiu para as condições extremas observadas no período. Na Indonésia, o fenômeno favoreceu incêndios florestais e secas severas.

    A Europa Ocidental teve o verão mais quente de sua história recente, superando o recorde anterior, registrado em 2003. Ondas de calor e secas severas reduziram o fluxo de grandes rios, como o Reno e o Danúbio.

    Grande parte do Brasil ficou mais seca do que a média entre junho e agosto de 2026. – Imagem: Cassandra Cury/Shutterstock
    Grande parte do Brasil ficou mais seca do que a média entre junho e agosto de 2026. – Imagem: Cassandra Cury/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Entre junho e agosto de 2026, várias regiões apresentaram condições mais secas do que a média:

    Nos polos, a extensão do gelo marinho também registrou marcas preocupantes. O Ártico teve a 12ª menor extensão da história para agosto, enquanto a Antártida registrou o quarto pior índice já monitorado.

    Samantha Burgess, líder estratégica de clima no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), destacou a dimensão dos registros de agosto:

    Enquanto o Ártico derrete, a Amazônia seca: e os dois fenômenos estão conectados por um fio invisível que os brasileiros ainda não perceberam
    Enquanto o Ártico derrete, a Amazônia seca: e os dois fenômenos estão conectados por um fio invisível que os brasileiros ainda não perceberam — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “Agosto de 2026 foi um mês notável nos registros climáticos globais. Foi tanto o agosto quanto o mês mais quente já registrado, com as temperaturas globais atingindo 1,65°C acima dos níveis pré-industriais, marcando o retorno das temperaturas globais a patamares superiores a 1,5°C”, comentou em nota.

    “Somadas às temperaturas recordes da superfície do mar em escala global e ao verão mais quente já registrado na Europa Ocidental, essas observações demonstram como as mudanças climáticas estão impulsionando eventos extremos tanto na atmosfera quanto nos oceanos. Os impactos dessas condições vêm sendo sentidos de forma crescente por comunidades, economias e ecossistemas em todo o mundo.”

    Os registros de agosto reúnem extremos de temperatura na atmosfera e nos oceanos, além de secas severas e níveis muito baixos de gelo marinho nos dois polos. Para Burgess, essas condições já produzem efeitos sobre comunidades, economias e ecossistemas em diferentes partes do mundo.

    Vegetação e árvore queimadas no Parque Nacional da Serra da Canastra. Minas Gerais, Brasil.
    Vegetação e árvore queimadas no Parque Nacional da Serra da Canastra. Minas Gerais, Brasil. — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

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    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Cientistas alertam que o retorno das temperaturas globais a patamares acima de 1,5°C agrava eventos extremos pelo planeta. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
    Cientistas alertam que o retorno das temperaturas globais a patamares acima de 1,5°C agrava eventos extremos pelo planeta. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Grande parte do Brasil ficou mais seca do que a média entre junho e agosto de 2026. – Imagem: Cassandra Cury/Shutterstock
    Grande parte do Brasil ficou mais seca do que a média entre junho e agosto de 2026. – Imagem: Cassandra Cury/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/10/ciencia-e-espaco/planeta-bate-recorde-de-calor-em-agosto-e-marca-165c-acima-da-media/.

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